Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 39 – “DESTRÓI ISTO!”

 

Continuação…

 

Também Beatriz, pensativa, observa Pedro. Relembra o momento em que o viu pela primeira vez, tão assustado, escondendo-se atrás da mãe que, por sua vez, estaria disposta até a dar a vida pelo seu vampirinho. Entretanto muita coisa mudou, o rapaz cresceu, mas a sua graça, a sua disponibilidade e generosidade mantiveram-se.

 

A vampira é rápida nos pensamentos e na atitude, ignorando com um revirar de olhos a inquietude de Alice.

 

A rapariga ergueu-se do sofá num ápice, depois de questionar o diálogo dos três vampiros. Tenta chamar a atenção com uma postura inquieta que exige esclarecimento. Mas parece não haver nada que os distrai.

 

- Sai daqui, Alice! – profere Beatriz, encarando finalmente o desassossego no olhar da jovem.

 

Alice, por sua vez, decide não ceder ao pedido, mantendo-se imóvel e rebelde em frente de Beatriz. Sem paciência para criancices, a ex-líder aproxima-se e agarra sem qualquer cuidado o braço da humana.

 

- Eu disse: Sai daqui! – reafirma, agora numa ordem clara e inquebrável, empurrando-a como incentivo para sair da sala.

 

Contrariada mas sem alternativas diante de Beatriz, Alice acaba por sair, resmungando em silêncio.

 

- Quem vai fazê-lo? – pergunta Francisca, voltando-se para Beatriz enquanto segura com carinho a mão de Pedro, após a saída de Alice.

 

Os três vampiros entreolham-se simultaneamente, como se partilhassem pensamentos. Nem se dão conta mas a verdade é que, tanto Francisca como Vasco, estão a colocar a decisão nas mãos de Beatriz. Será difícil habituarem-se à ideia de que a vampira já não é líder.

 

- Onde está o Mais Antigo? – interroga Beatriz, afastando-se como se estivesse incomodada por ainda ser consultada para tomar decisões, achando pertinente um pedido de permissão para agir.

 

- Não sei! – apressa-se Vasco. – E não acho necessário saber! – admite de seguida, alertando-a indirectamente para a urgência da questão.

 

Beatriz solta um suspiro, passando depois a mão pelo cabelo enquanto se aproxima de Francisca novamente.

 

Francisca não solta a mão do rapaz, tão frágil ao seu lado, esperando apenas uma resposta.

 

- Ele adora-te, Francisca! – lembra Beatriz, entregando um leve e incentivador sorriso a Francisca. – A Verónica já sabe desenrascar-se sozinha, já não necessita de todo o teu tempo... Por isso, deves ser tu! – conclui, sem quaisquer dúvidas.

 

- Também acho! – apoia Vasco, perante a expressão assustada e nervosa da amada. – E tenho a certeza que vai correr tudo bem! Não há melhor opção! – termina, como incentivo.

 

Beatriz e Vasco saem, calmos, deixando Francisca sozinha com a vida de Pedro dependente do seu amor.

 

Inspirando, como se a determinação de que precisa pairasse no ar, Francisca preparasse para salvar o seu menino. Não há tempo a perder. Talvez já tenham perdido tempo demais. Francisca não quer pensar nessa possibilidade.

 

É então que, finalmente, Pedro recebe o sangue da vampira. E tal é a sua vontade de viver.

 

Na recepção, Alice não pára de andar de um lado para o outro, esperando que alguém apareça para a informar sobre o que está verdadeiramente a acontecer. De facto, acho ter esse direito, já que a confusão começou por sua causa.

 

Enquanto Vasco decidiu, momentaneamente, garantir que tudo está bem no hotel e com os hóspedes, subindo ao primeiro e segundo pisos, Beatriz encontra a rapariguinha, tão impaciente.

 

- Podes falar, ! – incentiva Beatriz, não adiando mais a situação, indo sentar-se no sofá à esquerda, junto à janela que dá vista para o exterior.

 

- Podes explicar-me o que está acontecer? Vocês vão transformá-lo? – insiste a jovem, questionando tão rapidamente e quase sem respirar, que dá provas do seu receio.

 

- Poder, posso! – confirma Beatriz, preparando-se para a testar. – Não sei é que tens tu a ver com isso… - insinua, provocando-a com um olhar extremo de satisfação por vê-la confusa.

 

Alice sente que é rebaixada e ignorada por todos. Essa sensação consome-a tão mortalmente. Bem sabia que aquela tão desconhecida generosidade e protecção a seu favor, não durariam muito tempo. Ainda assim, a rapariga não se deixa fraquejar.

 

- Talvez porque… - começa, aproximando-se de Beatriz, com as mãos firmemente apoiadas na cintura, confiante. – … ele lutou por minha causa. – continua. – Se ele está mal, a culpa é minha! – termina, mostrando uma razão forte para saber o que se passa.

 

- É verdade! – concorda, numa expressão indecifrável.

 

A jovem humana mantém-se em silêncio, secretamente confusa com a resposta que recebeu. Beatriz poderá ter concordado em explicar-lhe a situação, ou que a culpa do que está a acontecer é sua, ou ambos. Resta esperar.

 

- Sim, a Francisca vai transformá-lo. – acaba Beatriz por dizer, levantando-se do sofá para ir buscar uma bebida atrás do balcão.

 

- E vocês podem fazer isso? Mesmo sem o consentimento dele?

 

- E quem te disse que não temos o consentimento dele? – contrapõe a vampira, abrindo a sua embalagem de sangue sintético. – Melhor! Quem te disse, por exemplo, que a mim me pediram permissão? – reforça, bebendo um gole da sua bebida. – Sim, podemos fazê-lo! Obviamente que os tempos mudam e não andamos para aí a morder e transformar quem nos apetece, mas em casos de vida ou morte podemos agir!

 

Alice acena, acompanhando os movimentos da vampira e confirmando que está a ouvir atentamente.

 

- E eu poderia ficar aqui a contar-te tudo sobre o assunto, mas acho que tens muito tempo para isso. – termina Beatriz, dirigindo-se à saída. – Falamos mais tarde! – deixa o aviso, antes de a deixar sozinha.

 

Sozinha, a rapariga percebe que o mundo sobrenatural pode vir a ser tão ou mais complexo que a vida humana. Ao que parece os vampiros regem-se por regras e pela moral. Para além disso, Alice apenas teme as disputas. Quando conseguir o que tanto quer, ser vampira, terá que conquistar a confiança de muita gente. A sua vida será sempre um risco. Um risco que pensa valer a pena correr.

 

Tal como já seria esperado, Pedro parece não reagir à dor da mutação, precisamente por ter ADN de dissidente e, provavelmente, também por já ter passado pela transformação. Contudo, Francisca já sentiu o coração do rapaz a reagir, como se combatesse contra o veneno da imortalidade. Acontece com todos. Por isso, muitos não sobrevivem. O coração não aguenta.

 

Mas Pedro sobreviverá. Francisca sabe que sim.

 

Horas depois…

 

Já no interior da mansão, naquela enorme e ironicamente acolhedora sala onde já estiveram, os vampiros tentam manter algum contacto, mesmo algumas conversas forçadas para chamar à atenção dos seis mais novos ali, enquanto esperam pelo regresso dos que saíram em busca da traidora.

 

No entanto, aquele salão é tão grande que, mesmo com o esforço, quem não está interessado em socializar tem facilidade em afastar-se. É o caso de Henrique que, tão naturalmente interpreta o seu pouco interesse na integração.

 

Finalmente! Joseph parece que previa a chegada dos oito vampiros que enviou à procura de Alice. O vampiro entra no salão, por uma das portas laterais, enquanto os regressados entram por outra, no lado oposto.

 

Alguns doridos, outros ainda assustados. Pior que isso, é ver que a bela e destemida Pilar ainda não recuperou, sendo trazida nos braços de um dos companheiros, inconsciente e colocada, confortavelmente, no sofá mais próximo, disposto junto à janela ao fundo da sala.

 

Torna-se imediatamente tão óbvio que as coisas correram mal.

 

Joseph sustem a respiração ao vê-los, como se isso o ajudasse a controlar a desilusão pela derrota.

 

Henrique sorri discretamente, encostado à parede, num dos cantos da sala e de braços cruzados, observando aqueles pobres coitados, e imaginando com malícia quem lhes terá dado, certamente, aquela sova. Os seus parceiros partilham a satisfação, juntando-se a ele.

 

- O que é isto? O quê que aconteceu? – questiona Joseph, esforçando-se por manter a calma.

 

- Não te parece óbvio?! – replica o jovem vampiro que acabou de deitar Pilar no sofá.

 

- Why? Why? Why? – insiste Joseph, esquecendo-se de esconder a sua fúria e desagrado, transmitido tão fatalmente pelo seu sotaque.

 

Entretanto, André aproveita a confusão gerada em volta da derrota e da insatisfação de Joseph para se aproximar discretamente de Jasmine. Obviamente, está a aproximar-se do grupo todo, já que estão reunidos no canto da sala, mas Jasmine inspira-lhe mais confiança e menos perigo. Por isso, dirige-se a ela, entregando-lhe tão ágil e rapidamente um papelinho amarrotado.

 

Jasmine desembrulha o papel, curiosa, sob o olhar atento e protecção dos amigos.

 

“DEPOIS DE LER, DESTRÓI ISTO!”

 

Continua...

 

[Boa Noite! Espero que estejam curiosos :D Tantas surpresas que estão para vir! :D :D - Já agora! Deixem a vossa opinião :D  E não se inibam de corrigir algum possível erro meu!

Acompanhem-me também no facebook, para mais novidades...: Lua Vermelha Segunda Temporada

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Bjs <3 a autora]

Publicado por luaverm2temporada às 21:50
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