Quinta-feira, 16 de Abril de 2015

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 58 – “Selvagens e Poderosas”

INFORMAÇÃO: O post "VampAtual: Março 2015" já está disponível com imagens.

Brevemente, a continuação de "VIDA DE VAMP: Amores Platónicos" e o segundo "MEMÓRIASdeVAMPIRO".

Por agora, um novo episódio... Tenham uma boa leitura :D

 

Continuação…

 

Ao passo que o vampiro avança, num festejo antecipado de uma vitória inexistente ainda, os que estão no seu caminho vão-se desviando, até que ele pára, ao centro, enfrentando os seus curiosos e ferozes últimos seis resgatados.

 

Esta é definitivamente a sua última oportunidade. Terá que ser persuasivo.

 

 

- Não passas de uma hipócrita, Beatriz! – grita Isabel, numa fúria gutural.

 

Naquela sua estranha movimentação inconsciente, a vampira continua a recuar lentamente à medida que Isabel se aproxima, diabólica, firme e indestrutível. - Não é medo. – repete para si mesma. E não desistirá até que a humanidade da jovem volte a ofuscar quaisquer das suas possíveis tendências assassinas.

 

- Não sejas estúpida e inconsequente e muito menos fales de hipocrisia! – replica Beatriz, num aviso ameaçador que sugere calma. - Estamos a falar daquilo que tu és! – lembra, elevando o tom de voz, deixando que Isabel a enfrente. - Podes ser muita coisa, mas uma assassina inconsciente?! – termina em questão, num sorriso desdenhoso que subestima a raiva da mãe de Luna.  

 

Frente a frente, olhos nos olhos.

 

Isabel não se parece consigo mesma.

 

Beatriz não reconhece aquele olhar.

 

A vampira parou de recuar. - Será uma ameaça? - Isabel nem se interessa por saber. Não se importa se assim realmente for.

 

- Quem é que tu pensas que és? – questiona, num murmúrio intimidante. – Eu sei quem sou e melhor ainda… Sei o que quero! Espero que consigas viver com isso…

 

- Sabes o que queres?! Olha bem para ti… - aconselha Beatriz, e por mais que lhe custe, sem nunca deixar de fixar aquele olhar negro, profundo, infernal, provocando-o.

 

Incapaz de se mover, incrédula na sua insignificância, Filomena parece desejar um confronto imediato entre a vampira e a sobrinha, aquele ser que já nada de humano deverá ter. Oh, sim. Que haja luta! Rapidamente! Para que a mulher possa desaparecer sem ser vista.

 

- Olha para ti antes de falares de mim! – sugere Isabel, algo no seu subconsciente evitando o despertar.

 

Enfrentam-se. Cheias de razão. Selvagens e poderosas. E é nessa pequena semelhança que está o perigo pois, ainda assim, são tão diferentes…!

 

- Eu sou uma vampira, Isabel. – afirma Beatriz, triunfante nas suas palavras. – Um ser genialmente concebido para matar! – reforça, exibindo os seus afiados caninos e um olhar vermelho intenso que defronta o de Isabel, sombrio. – Ao contrário de ti! - garante, arrastando o olhar sob a figura angélica da jovem, confirmando as suas certezas. – Espero que consigas viver com isso… - termina, repetindo em provocação, reencontrando os olhos de Isabel.

 

A amada de Afonso, ou um vulto daquilo que ela seria, mantém a sua atitude num silêncio breve, mas angustiante, antes de responder.

 

- Caso te falhe a memória, vários factos da minha vida podem garantir-te que não sabes do que estás a falar. – começa, com uma serena razão temível. – Primeiro Jaguar, agora um ser cuja existência falta explicar… - enumera.

 

Filomena observa. Nunca mais…?

 

- Chego a ter pena de ti… - despreza Beatriz, sincera. – Tão inocente, amável, ingénua… - descreve.

 

- Inocente?! Amável?! Ingénua?! Não me lembro de alguma vez ter agido assim contigo…

 

- Talvez nunca, mesmo! – confirma. – Mas só uma miúda inocente, amável e ingénua se apaixonaria por um vampiro… – comenta num murmúrio.

 

Saberá Beatriz o que está a dizer? Saberá Isabel o que ela quer dizer?

 

A verdade é que depois daquela afirmação, parte do véu negro que cobria o olhar de Isabel desapareceu, como se ela se lembrasse que, realmente, se apaixonou por um vampiro e o aceitou como tal, sem nunca ter pensado na hipótese de ele realmente ter assassinado alguém…

 

Mas o ódio permanece. Isabel luta contra a bondade dos seus instintos. Beatriz reconhece isso perspicazmente.

 

- Faz o que quiseres! – acaba por dizer a vampira, numa sábia malícia. - Mata-os! Força! – incentiva, numa proposta tentadora.

 

Beatriz toma o perigoso risco de realmente desafiar aquela faceta obscura de Isabel.

 

E Isabel acaba de ser surpreendida.

 

Espera um instante. Observa o leve sorriso vampiresco de Beatriz e quase lhe inveja o olhar encarnado cintilante. Ela deverá ter algo mais a dizer…

 

- E? – questiona, percebendo o propósito do silêncio, assumindo-o como um truque da vampira para suscitar a sua curiosidade e cedendo ao impulso.

 

- Mata-os! – continua ela a insistir. - Só não te esqueças de o fazer a pensar naquilo que eras quando o Afonso se apaixonou perdidamente por ti; pensa naquilo que ele era e na quantidade de vezes que te protegeu dele mesmo; e pensa na tua filha! Foi ela que te tornou naquilo que és hoje… Não a consideras uma assassina, consideras? – debate, malévola na sua inteligência.

 

- Não te admito… - inicia Isabel, novamente impaciente.

 

- E mais! – continua Beatriz, interrompendo. – Pensa no sofrimento da tua filha para evitar que o mundo desabe, enquanto estás aqui, a brincar aos assassinos!

 

- Chega! – grita ela.

 

Isabel, ou a sua incontrolável raiva, arrisca um golpe contra Beatriz. A vampira agarra-lhe o braço, antecipando-se, experiente e violenta.

 

- Mata-os e nem te atrevas a vir chorar nos meus ombros mais tarde! – atira, indiferente.

 

- Não te aguento mais! – admite Isabel num berro estridente, libertando-se da mão forte da vampira. – O quê que vieste aqui fazer? Impedir-me de quê? Tu já não mandas aqui… Se é que alguma vez mandaste! – questiona, diabólica e imparável. – Estamos em perigo mais uma vez, provavelmente, pela tua incompetência! Já pensaste nisso? – termina, também inconsequente.

 

Aquela não é Isabel, mas as palavras que ouve sair da boca dela parecem-lhe demasiado reais na sua pela sinceridade e razão. Beatriz pode até consentir, concordar, mas de certo não o demonstrará e não cederá à demoníaca vontade daquela miúda.  

 

- Não te admito que venhas para aqui falar sobre o que eu sou ou deveria ser! Por tua causa, o Afonso desapareceu! – acusa a filha do falecido Jaguar, fora de si, inconsciente.

 

- É bom que comeces a pensar no que estás a dizer… - ameaça Beatriz, incapaz de continuar a ouvir e calar, quase a fraquejar.

 

Primeiro Henrique, depois Afonso. Agora Isabel parece perdida. Será mesmo culpa sua?

 

- Estou farta de ti! – a honestidade de Isabel atinge a vampira como uma lâmina de prata que a queima, e a própria sabe disso, tanto quanto sabe que a vampira não o demonstrará.

 

Isabel reage ao ódio, empurrando Beatriz e acertando-lhe um golpe no queixo. A vampira recua com o ataque certeiro. Vitoriosa, aquela aparição diabólica de Isabel sorri, sabendo que Beatriz pensava demasiado nas palavras que ouvia para evitar a agressão e defender-se.

 

O que Isabel não esperava, enquanto sorria, é que Beatriz fosse tão rápida e ágil no contra-ataque, dirigindo-lhe um soco à cara, ao nariz, que a faz contorcer-se e quase a atira ao chão. Depois, agarra-a pelos cabelos, evitando a queda enquanto lhe sussurra algo ao ouvido com igual ódio.

 

- Se te serve de consolo: o Henrique também desapareceu e eu já não sou líder!

 

- Então pára de agir como tal! – implora Isabel, numa necessidade perversa.

 

Isabel tenta mais um golpe mas falha. O seu ódio é cego. Beatriz empurra-a, libertando-a com violência, numa tentativa indirecta de lhe mostrar que a raiva lhe consume até a capacidade de se concentrar para uma boa luta com uma boa adversária.

 

- Eu vim aqui para evitar que cometesses uma loucura! – lembra, elevando a voz, novamente. - Entretanto, fartei-me, e até te incentivei a fazer o que tanto pensas desejar… Estás à espera de quê? – questiona, Beatriz. – Mata-os! – insiste, vendo-a erguer-se lentamente. - Não me digas que afinal… Não és capaz?! – sorri, maliciosa. – Deixa-me mostrar-te como é fácil…

 

No momento, Filomena preparava-se para a fuga. Sim, aquele instante era o ideal até que elas pararam o desafio e, de repente, uma vampira se dirigia a ela. Caninos brancos e sedentas, afiados certamente, e um olhar sinistro, inesquecível, caso sobreviva.

 

Como é óbvio, uma humana não consegue fugir a uma vampira! Mas não custa tentar a sorte…

 

Quando se preparava para correr, olhando Beatriz e Isabel e a fúria de ambas e entre ambas, a mulher sente umas mãos agarrarem-lhe os braços, fazendo dela uma presa demasiado fácil. Um corpo frio, inesperado e rápido, puxa-a contra si. Filomena grita. Depois, umas cócegas frias e dolorosas no pescoço. Escuridão.

 

O vampiro, inesperado ali e claramente esfomeado, ignora os olhares enquanto deixa Filomena cair inconsciente no chão. Não a matou.

 

Beatriz e Isabel mantêm as mesmas expressões indecifráveis. Assustadoramente indiferentes enquanto observam.

 

Lindo. A sua pele tão perfeitamente bronzeada sugere origens africanas e contrasta com uns deslumbrantes olhos dourados.

 

- Vinha exigir que parassem de lutar…! – confessa o vampiro, a sua voz grave e marcante. – Mas entretanto… - continua, com os seus magníficos olhos dourados observando agora a mulher inanimada aos seus pés e voltando-se novamente para as duas rivais. – Deu-me uma fome! – admite, desvendando as suas presas atrás de um sorriso perigoso e inocente.

 

Continua…

 

[Boa Tarde! Espero que tenham gostado do novo episódio :D Deixem sempre a vossa opinião! E podem seguir o facebook Lua Vermelha Segunda Temporada para mais novidades. Volto em breve.

PS: Novamente, peço desculpa pela falta dos posts "VIDA DE VAMP" prometidos, que não foram publicados devido a problemas técnicos.

 

Bjs <3 a autora]

Publicado por luaverm2e3temporada às 18:40
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*AGRADECIMENTOS

Deixo aqui um sincero e gigantesco OBRIGADO a todos os leitores que seguem fielmente a fanfic que escrevo sobre "Lua Vermelha". Obrigado também a todos aqueles que, por acaso, começaram a ler o blog e continuam até hoje. É também por vocês que continuo aqui. E a todos os que não acreditam no amor que tenho pelo que faço e que quase conseguiram fazer com que eu desistisse de tudo isto, tenho também algo a dizer: OBRIGADO PELA ATENÇÃO.

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Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo apenas homenagear a história, dando-lhe o seguimento que eu imagino para tal, sem qualquer intenção de plágio. Agradeço a preservação de direitos de autor! Afinal, isto é paixão minha mas dá trabalho, gente! ;)

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