Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 48 – “Sentimentos”

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Continuação…

 

Num impulso nervoso e inesperado, Isabel levanta-se de forma rápida e violenta, totalmente fora de si, num desespero que já adivinhava.

 

- Tu tens noção do que tudo isso significa para mim? – repete com fúria, reforçando o que sente através das palavras.

 

Luna já previa uma reacção assim, desesperada e sem esperança, triste. Ela própria ainda está nervosa com todas as probabilidades que Mais Antigo lhe revelou, e nem consegue explicar a sua aparente calma.

 

- Eu sei que é complicado… Mas…

 

- Mas? Mas? Mas o quê, filha?

 

- Eu sei que consigo! O Mais Antigo disse que eu era diferente de todos os outros e prometeu ajudar-me! Eu consigo! – a jovem pronuncia-se confiante, ainda que esteja ainda a tentar convencer-se a sim mesma.

 

Isabel, em pé, andando freneticamente de um lado para o outro, pára finalmente à frente da filha.

 

- Ah pois vais! – confirma, numa necessidade severa. – Vais conseguir! Vamos conseguir! Até porque eu não vou aguentar se alguma coisa te acontecer, percebes? – questiona, num olhar triste que ameaça ser inundado por lágrimas. – Não vou aguentar….

 

Também Luna se levanta agora num impulso, abraçando a mãe tão fortemente que a deixa bastante mais calma e consolada.

 

- Eu não vou a lado nenhum, mãe! Prometo! – assegura, num tom de voz angelical. – Vai ficar tudo bem! – insiste, tentando parar os soluços da mãe que ameaçam lágrimas infindáveis. – O pai vai voltar e eu vou estar sempre aqui, convosco!

 

No consolo da voz e do abraço da sua menina que Isabel deixa-se acalmar, ainda que não haja espaço para calma, pensando em tudo o que já viveu e o que estará ainda para viver. De uma coisa tem a certeza! Aquela pessoa que a acarinha no momento, que a acalma e lhe enche o coração e a alma, a sua menina, aquela sua metade em junção com a do amor da sua vida, não pode nunca faltar. E é neste ciclo de pensamento, que a jovem recorda Afonso com todo o amor e saudade, e com toda a sua interminável vontade de o trazer de volta para si. Apenas ele a acompanhará em qualquer momento da sua vida. Apenas ele. Apenas o seu companheiro de luta.

 

 

Martha já não suporta o silêncio sinistro de Pilar. Depois de apanharam aqueles dois novatos num flagrante pouco romântico, ainda que numa situação supostamente menos preocupante do que julgavam, foi depressa que esqueceram o sucedido constrangedor e seguiram com as suas tarefas.

 

Mas há ali algo entre as duas que provoca um silêncio suspeito. Martha, no fundo, agradece o silêncio, presumindo alguma provocação nas palavras ainda não proferidas da amiga. No entanto, como amigas de anos que são, tendo já partilhado inúmeros momentos, surge uma falta natural de paciência em relação ao silêncio.

 

- Queres dizer alguma coisa? – questiona Martha, impaciente.

 

- Quem? Eu? – Pilar faz-se desentendida, esboçando um sorriso pouco inocente.

 

- Vês aqui mais alguém? – retribui.

 

A vampira percebe que tem a oportunidade clara para despejar na amiga todo o seu desejo em abrir-lhe os olhos e fazê-la entender que se meterá num encrenca amorosa e perigosa em relação ao prisioneiro de Joseph.

 

- Tens andado meia estranha, sabes? – afirma questionando, convicta e provocadora.

 

- Como assim estranha? – Martha teme o tema de conversa. – Não ando estranha, coisa nenhuma! É impressão tua! – contradiz.

 

Esta fica claramente nervosa, enquanto prepara mais da bebida especial que Joseph convenceu e exige que todos bebam – uma bebida que modera a regeneração e recuperação dos vampiros, possibilitando a existência de cicatrizes em caso de feridas, o que os aproximará aparentemente à fragilidade humana; A outra, sempre repleta de vontade para armar confusões, sejam de que ordem for, prepara-se para continuar, esboçando um sorriso trocista e uma confiança que denuncia verdade e razão.

 

- Vá lá! Só estamos aqui nós! – incentiva. – Admite lá que sentes alguma coisa pelo rapaz…

 

- Quem? Eu? Pelo Alphonzo? – questiona, soltando uma gargalhada forçada. – Não sinto nada por ele, nem vou sentir! Ele não passa de um coitadinho que se meteu com a pessoa errada há anos atrás e está a pagar por isso! – afirma, quase convincente.

 

- Acreditas mesmo nisso? – provoca Pilar, suscitando duvida.

 

- Acredito, sim! Não vou nunca atrever-me a desiludir o Joseph dessa forma!

 

- Mas que o rapaz é lindo e amoroso, isso é… - sugere, novamente incitando algum nervosismo em Martha que, impaciente e obviamente afectada, ainda que não o admita, entorna um dos frascos de bebida que preparava naquele laboratório – o quarto em que entraram é, na realidade, um que esconde um laboratório que poucos ali conhecem para além de Joseph.

 

- Cala-te! Cala-te, por amor de Deus! – resmunga Martha, provocando mais um sorriso trocista na provocadora Pilar.

 

 

O jovem Pedro não quis perder tempo. Depois de conseguir finalmente conversar com Alice, ainda que não tenha sido uma conversa muito produtiva em relação a tudo o que há para esclarecer entre ambos, o novo vampiro pediu a Francisca que o ajudasse na readaptação à sua condição.

 

No pátio exterior do hotel, Francisca sugeriu que começassem por treinar os movimentos do rapaz, para que ele se reabituasse ao facto de ser mais forte e rápido. Mas ao contrário do que se esperava, o rapaz não se está a sair muito bem…

 

- Pára! Pára! Pára! – pede Francisca, agitada de tanta preocupação pelo pouco esforço do rapaz. – Tu não te estás a esforçar, Pedro! O quê que se passa?

 

O rapaz baixa o olhar, consentindo.

 

- Desculpa! Estou desconcentrado! – admite, algo envergonhado.

 

A vampira, perspicaz, depressa compreende o que se passa e desvenda o segredo da desconcentração.

 

- Está a pensar nela!

 

- Em quem? – questiona naturalmente, ignorando o óbvio.

 

Francisca lança-lhe um olhar incrédulo e inquisidor. O rapaz entende que deve admitir.

 

- Sim. A Alice não me sai da cabeça. – admite, novamente baixando o olhar por se sentir envergonhado. – Não sei porquê…

 

Francisca sorri.

 

- Estás apaixonado, meu querido! É por isso! – avisa, feliz e algo preocupada por ele, afinal, será que a história se repete…

 

- Não! – contradiz, erguendo o olhar, suspirando e arranjando a coragem e confiança que sempre achou que um homem devia ter. – Estou lixado, é o que é! – corrige, lançando um sorriso meio tímido mas cheio de graça.

 

Francisca não deixa de concordar enquanto lança uma gargalhada leve. Pedro ataca-a com moderação, sugerindo que recomecem o treino.

 

 

Finalmente livrou-se da companhia demasiado transparente de sinceridade da amiga. No entanto, Martha vê-se novamente em frente àquela porta pesada de metal banhado a prata. Do outro lado, sabe o que vai encontrar. Encontrará um jovem lindo, maravilhoso, cheio de amor para dar, uma vida pela frente e uma família pela qual não desiste… Tudo o que sempre sonhou num homem para si. No fundo, tem inveja da rapariga que ele escolheu, mas não o confessará a ninguém.

 

Encarregue por Joseph para tomar conta do prisioneiro, mantendo-o vivo o suficiente para continuar a sofrer, e morto que chegue para não pensar sequer em tentar usar os seus possíveis dons, Martha abre a porta e entra lentamente, algo nervoso, vá se lá saber porquê.

 

- Tu, outra vês? – sussurra Afonso, bastante fraco, mas mostrando-se ainda consciente para perceber quantas vezes tem visita e que tipo de visita é.

 

- Pela forma como falas, deves preferir que vá embora sem te dar o que precisas… - comenta Martha, sendo mais dura do que, no fundo, precisa e quer ser, enquanto se vira para a saída.

 

- Não vás! – pede ele, num esforço enorme para levantar a voz e erguer o olhar para Martha.

 

A vampira encara-o e, mesmo que sempre tenha tentado evitar, inevitavelmente é afectada pelo olhar azul magnífico de Afonso, que entretanto por estar ali perdeu parte do brilho, e mesmo assim é adorável.

 

- O que eu preciso é de sair daqui! – confessa, sincero e necessitado. – Podes dar-me isso? – questiona, causando uma provocação de sentimentos em Martha que nem o próprio imagina.

 

Continua…

[Boa Noite e BOAS FÉRIAS DE NATAL PARA TODOS :D Espero que tenham gostado deste episódio! Volto brevemente (tal como prometi, haverão mais episódios que o habitual durante as férias) - Até lá, deixem a vossa opinião sobre a história :D

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Bjs <3 a autora]

música: Swine - Lady Gaga
Publicado por luaverm2e3temporada às 22:26
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