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Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 90 - Parte 2 “A Origem” FINAL FINAL FINAL

[AVISO: no Word, tamanho de letra 12, este episódio possui 15 páginas. Ou seja, quero dizer, que é mesmo muito longo. Boa leitura]

 

Continuação…

 

- O quê que está a acontecer, porquê que o ambiente está tão pesado? Eles conseguem salvá-la não conseguem? – questiona André, após um reencontro inesperado com a sua ultima relação humana.

 

- Ela não quis ser salva. – responde Verónica, muito séria, escondendo a tristeza que sente.

 

O reencontro foi tudo menos normal, foi constrangedor. Ambos terminaram vampiros, ambos poderiam ter tido um futuro como humanos, ambos poderiam ter sido muita coisa, e inclusive aquele reencontro poderia ter sido diferente. Mas o dia ainda não terminou, a guerra pode ainda não estar vencida, e uma pessoa acaba de escolher morrer.

 

Ao mesmo tempo que se sente culpada pela falta de entusiasmo em reencontrar André, Verónica também está de luto.

 

- Estás há muito tempo com eles? – atreve-se André, curioso, evidentemente menos ligado aos problemas.

 

O grupo de novos vampiros que ficou à espera de tomar o antídoto, está reunido junto da carrinha que transporta Joseph, dentro da propriedade dos Azevedo, esperando um desfecho. Mas ambiente está pesado.

 

- Desde que a Luz Eterna se uniu aos vampiros contra o Jaguar e os dissidentes. – esclarece, sem perder tempo. - Aproximei-me deles e escolhi esta vida, acreditas? – questiona, experimentando a ironia, para quebrar o constrangimento.

 

- Acredito. – diz, sério, ambos falam distantes, quase a sussurrar. – Eu não escolhi esta vida, mas acabei por me habituar.

 

A ex-líder da Luz Eterna em Sintra preparava-se para dar resposta, quando uma voz robusta e revoltada intervém.

 

- Podem calar-se? – Vasco está bastante apavorado, Francisca foi a sua última e mais longa paixão, e pensar que ela escolhe deixar de existir deixa-o completamente descontrolado.

 

Mais Antigo surge e repreende-o apenas com um olhar.

 

- Vamos para a cripta! – ordena.

 

Todos sabem porquê e para quê.

 

Henrique, ainda um novo vampiro, segue o líder superior visivelmente amargurado. No entanto a mágoa não o cega, e obedece à necessidade de resolver o problema da sua actual natureza.

 

Aurora estava um pouco afastada do grupo, mas aproxima-se agora.

 

- Tens a certeza que encontraste? – implora Cristina.

 

- Trouxe aquilo que o Alphonzo viu. – garante, jovial e altiva. – E sim, é um antídoto! Tenho a certeza – lança.

 

Na cripta, Mais Antigo reúne-se então com o grupo de novos vampiros disposto a mudar a sua condição em troca de qualquer coisa. Mas antes de iniciar a conversa sobre a suposta existência de um verdadeiro antídoto, dirige-se a um dos seus Guardas, presente ali, condenando Joseph à cela mais segura, fechada e escura da antiga prisão da zona de Sintra. Salientando que futuramente o seu destino e possível recuperação será próximo da actual residência do líder superior, numa masmorra a ele adequada.

 

Também ele tomará o antídoto se o for possível.

 

O Guarda acata a decisão e sai imediatamente da cripta.

 

Joseph está adormecido em dor, devido à imensa manta de prata a cobri-lo, cortesia de uma Luz Eterna, que de facto não o foi.

 

Verónica é quem conduz a carrinha e é acompanhada por um dos Guardas de Mais Antigo, aguardando ambos a chegada do segundo Guarda com as ordens.

 

- Quanto a vocês! – começa, dirigindo-se aos presentes.

 

Henrique está encostado a um dos pilares da cripta, quase distraído, visivelmente amargurado, e ninguém o repreende por isso, naturalmente.

 

Seguidamente, lado a lado, os recém-chegados Akira, Sandro e André, pensando mais no reencontro com Verónica do que no futuro. Depois Pilar e Martha, esta última algo inquieta, enquanto Viktorious admira a descontracção da outra. Ao lado deste, Jasmine reparando que não gosta de o ver reparar noutra e culpando-se por existirem problemas maiores, e por último Brian, simplesmente aguardando um desfecho favorável.

 

À frente destes, Cristina aguardando, ao lado de Aurora, a única dos Naturales presente ali dentro, e sentindo-se deslocada.

 

- Esta jovem… - começa, apontando para Aurora. - …encontrou de facto aquilo que parece ser um antídoto, tal como o Afonso o descreveu. Irei entregar esse achado à Cristina,… - e explicando aos recém-chegados. – Ela foi médica quando humana, e actualmente dedica-se à ciência de uma forma mais livre e alargada. Tem estudado imenso e já fez algumas descobertas, confio nela para analisar o alegado antídoto e multiplicá-lo, caso não seja suficiente para todos. – termina, tentando ser rápido. – Quanto tempo precisas? – questiona a própria.

 

- Uns dias, seguramente. – responde Cristina imediatamente.

 

Ocupando o trono vazio de um chefe de zona local, Mais Antigo, sempre inexpressivo, está no entanto inquieto com a súbita ausência de Vasco, que se desviou do grupo no trajecto até ali. Rapidamente, retorna ao presente assunto e toma mais uma decisão.

 

- Até que esta situação se resolva com boas noticias e pela segurança de todos, incluindo vocês, necessito de vos propor uma permanência breve na antiga prisão… - lança, com o melhor cuidado que encontra, e ainda assim expressando insensibilidade.

 

Os presentes não ficam surpreendidos, mas nos seus íntimos esperançavam algo melhor. Os olhares erguem-se, corajosos, concordando.

 

- Ficarão bastante afastados do Joseph, garanto! – acrescenta. – Não ficarão sozinhos, nunca, e serão alimentados, controladamente… - assegura, com calma nas palavras. – Espero que compreendam a necessidade… - finalmente mostrando um pouco de emoção.

 

Inesperadamente para todos, Henrique intervém como que numa explosão de energia.

 

- Sim, percebemos. Mas vão alimentar-nos, como? – rápido, directo. – O nosso principal problema é precisamente o da alimentação… - algo sarcástico, mesmo com Mais Antigo.

 

Sem o repreender pela contestação, Mais Antigo parece ter tudo pensado.

 

- De vez a vez, um pouco de sangue humano… - e respira antes de afirmar o seguinte. - …e um pouco de sangue de vampiro, apenas para vos manter conscientes.

 

A surpresa instala-se e imediato o vampiros mais velho responde, elevando a voz.

 

- Eu mesmo doarei um pouco do meu sangue se mais ninguém se predispuser! – termina.

 

Pelo menos esta questão já está tratada, até que o derradeiro problema se fine de vez. 

 

 

O corpo de Francisca, tal como o de todos os vampiros foi levado até ao mar por alguém que lhe era quase desconhecido, James.

 

De um modo geral, os vampiros não têm um ritual de funeral, há uma despedida, e o resto são cinzas, o que importa é o que de facto fica.

 

Em casa, Afonso fechou-se no seu quarto, até que alguém se dignasse a arrombar-lhe a tristeza e trazer-lhe um pouco de luz novamente.

 

 - Como é que estás?

 

Isabel arrisca finalmente. Abriu a porta, silenciosamente, e ganhou coragem para finalmente ter a conversa do reencontro, que infelizmente não será como imaginou. A partida de Francisca, entre todas as tragédias, parece ser a que mais afectará a família, e será, principalmente por ter sido uma escolha.

 

Afonso não consegue responder. Tem um nó na garganta, e quanto mais tempo passa mais o nó aperta.

 

- Tenho a certeza que ela sabia o que fazer. Vai ficar tudo bem. – senta-se a seu lado, num sofá, e tenta aproximar-se para um abraço, mas a postura rígida dele é difícil de amolecer.

 

Passados são alguns segundos, que parecem minutos, aceitando o silêncio.

 

- Sabes o que me custa mais? – a voz de Afonso estremece. - É saber que a compreendo… - diz finalmente. – E acho que me sinto culpado por compreende-la, e não quero deixa-la ir.

 

Lágrimas brilham nos olhos castanhos de Isabel, e ameaçam escorregar.

 

- As pessoas só deixam de existir quando nos esquecemos delas. – Isabel diz isto pensando no dia em que ficou órfã. - Ninguém vai esquecê-la.

 

Ficam alguns minutos em silêncio e necessitam de mais nada.

 

- Compreendo-a, porque seria insuportável para mim viver num mundo, existir, onde a pessoa que eu mais ano já não existe… - suspira, chorando também. - Isabel, - reinicia Afonso. – Olha para mim! – pede, rodando o corpo para a encarar e agarrando-lhe as mãos. – Prometo que a partir de hoje, nunca mais te escondo nada sobre mim, nunca mais faço nada sem ti, que não vou deixar nada por dizer, ou fazer, e que acima de tudo vou estar contigo, simplesmente estar e fazer tudo por ti. – as palavras saltam da sua boca como se há muito as tivesse estudado. – Eu amo-te. – e é puramente, genuíno.

 

Uma lágrima de emoção e felicidade dança no rosto de Isabel, e brilha.

 

- Eu também prometo. – ela diz, e sorri. - E também te amo!

 

Abraçam-se intensamente.

 

Porque um amor assim, simples, já não se faz apenas de paixão e êxtase, mas de companheirismo.

 

Só depois se beijam. Finalmente.

 

 

Beatriz abandonou a casa, atormentada com a despedida inesperada a Francisca, e interrogando-se sobre o possível fim da família. Não se fala muito do assunto, mas foi Beatriz quem teve a ideia, há quase sessenta anos, de ficcionar uma família e tentar viver em liberdade entre os humanos.

 

Na avalanche de recordações, desejando chegar à cripta rapidamente, cruza-se com um Vasco tenebroso a espancar inutilmente uma árvore.

 

Mesmo sem paciência, mesmo sem lhe nutrir qualquer carinho, intervém. Mas ele manifesta-se primeiro.

 

- Não percebo. – roucamente. – Não consigo perceber porquê! Porquê que ela desistiu, porquê que deixou tudo isto? – enraivecido e triste em simultâneo.

 

- Pensas que ela desistiu? – questiona, mantendo-se inexpressiva, o quanto pode. – Talvez não esteja mesmo ao teu alcance perceber… - comenta, desiludida há muito.

 

Ele fica calado, reflectindo, enquanto olha o persistente musgo na árvore.

 

- Ela foi a minha paixão mais longo, mais forte… - começa, com lágrimas secas. – Não me exijas que entenda isto! Não me peças que aceite! – grunhe. – Talvez eu até mereça.

 

Beatriz gostaria de não ter que o ouvir.

 

- Talvez mereças. – concorda ela.

 

- Não estás a ajudar! – reclama ele.

 

- Mas ela não seguiu em frente porque tu merecias ou deixavas de merecer o que quer que fosse! – continua, ignorando-o, ralhando-lhe. – Ela gostava de ti, adorava a família que tinha, e amava uma pessoa mais do que possas imaginar, alguém que já existe! – elevou a voz a cada palavra, e pausa agora. – Consegues imaginar isso? Se amas assim como dizes, deves conseguir… - termina, forçando a calma.

 

Vasco reflecte, e sente-se humilhado por tantas coisas.

 

- Vieste aqui para quê? De certo não foi para me ajudar…

 

Ela interrompe, e enquanto se afasta, desejosa de continuar o seu caminho, lança-lhe a realidade como a uma batata quente.

 

- Há uma comunidade à espera de um líder! – lembra-lhe. – Estavam a contar contigo, mas acho que vou ter de intervir e dizer que não estás apto para a responsabilidade… - diz, apenas estimulando-lhe um pouco de responsabilidade e altruísmo.

 

 

- Luna, …

 

Augustos está novamente a falar. Luna teve uns momentos para si e antes que homem se fosse embora, saturado do silêncio, começou a fazer-lhe perguntas, às quais sabe que ele tem resposta.

 

- Todos nós servimos um propósito. – continua ele. – Todas as criaturas deste mundo têm uma missão a cumprir, quer acreditem quer não, quer o saibam quer não. Algumas espécies existem mesmo para destruir outras. E há ainda as que não cumprem a sua missão.

 

Ali se encontram na conversa já há um longo momento, e parece-lhes que só passaram alguns minutos. Entretanto Luna ficou a saber que em tempos existiram, de facto, criaturas como Lobisomens, Sereias e Bruxas. Questiona incansavelmente aquele homem que tanto sabe, e por vezes, ele dá-lhe respostas mesmo antes de ela as pedir.

 

- Vou explicar-te muito brevemente as características gerais dessas criaturas. – avança, Augustus. – Comecemos pelos Vampiros, que te são familiares… - sorri. – Não me perguntes como é que nasce o primeiro exemplar de cada espécie, porque isso ninguém sabe… - esclarece já. – Ora, os Vampiros surgiram precisamente numa altura em que os humanos se multiplicaram e pareciam ameaçar tudo à sua volta. Sim, é isso mesmo que estás a pensar! Os novos predadores, retornaram ao estatuto de presas. A Natureza assim quis, e creio que continua a querer. Mas hoje em dia, é tudo tão diferente. E a verdade é que se os Vampiros ainda existem, é precisamente devido à sua inteligência. Souberam esconder-se e proteger-se, quando os humanos se revelaram contra. A invenção das armas foi crucial.

 

Luna escuta atentamente.

 

- Na mesma época em que foram criados os Vampiros, também surgiram os Lobisomens. – continua. – Inicialmente, os Vampiros tornaram-se um exagero inconsequente da Natureza e os Lobos estavam encarregues de lhes fazer frente, protegendo não apenas os bons humanos, mas principalmente a fauna das florestas. Os Vampiros atacavam tudo sem pensar, eram controlados pelos próprios instintos muito mais avidamente.

 

- Como eram os Lobisomens, aparentemente e socialmente? – apressa-se Luna a questionar antes que o assunto prossiga.

 

- Eles viviam em matilha, tal como os lobos normais. Tinham um senso de lealdade muito apurado, mas também o da violência. – explica, notando a desilusão na sua espectadora. – Eles nasciam com o gene, e na adolescência eram atraídos naturalmente para uma situação de perigo em que eventualmente matariam alguém. – pára, vendo Luna engolir em seco. – Na Lua Cheia seguinte, transformavam-se. – continua. – Mas depois conquistavam um certo autocontrole incrível. E eram muito fortes, estavam sempre a ajudar os mais fracos… Resumindo: matavam vampiros e humanos, mas matar uma mosca? Fora de questão.

 

E é aqui que arranca o primeiro sorriso à jovem ruiva.

 

- Depois há as Bruxas… - inicia, pausadamente. – Acredito que ainda existam algumas, mas são cada vez mais obrigadas a esconder-se, estão desacreditadas, e não se livram da fama de impostoras!

 

- O quê que elas fazem?

 

- Estabelecem um elo de ligação entre as pessoas e a energia à sua volta. – rápido. – Dizer “é só isto” é rude, mas é o que é. Elas nascem com sensibilidades especiais, sentem o outro mais profundamente e têm acesso a fontes de energia que poucos sabem explicar.

 

- Uhm… - Luna, procura questões. – E as Sereias? Falou nelas…

 

- Ah! As Sereias! – parece lembrar-se Augustus. – São quase exactamente como as histórias as descrevem, mas não tão violentas. – enquanto fala, não encara Luna, olha o horizonte, como se fragmentos da história lhe passassem diante dos olhos. – Quando os humanos começaram a explorar tanto o mar, como já exploravam a terra, a Natureza criou essas mulheres-peixe incríveis. Diria que eram uma mistura da inteligência e inocência dos golfinhos, do poder das baleias, e da violência de um tubarão.

 

- Protegiam os Oceanos! – completa Luna, e não esconde o fascínio.

 

- Exactamente. – responde ele, e cala-se.

 

Alguns segundos passam em silêncio.

 

- E nós?!

 

Finalmente Luna fez a questão que Augustus esperava dela. Deixa então de fixar o horizonte e dirige-lhe um olhar poderoso e generoso em simultâneo.

 

- Nós somos uma versão sobrenatural e muito mais poderosa das Bruxas. – diz, sem rodeios. – E viemos ao mundo com alguns defeitos, o principal é o excesso de poder, o excesso de conexão à Natureza, às energias, a tudo! O que nos destrói se não aprendermos a controlar… - resume, sem medo da reacção da jovem. – Alguns de nós morreram, não te vou mentir… - revela. – Alguns mesmo nos meus braços… - e demonstra o primeiro reflexo de emoção. – Mas como vês, um grande grupo sobreviveu, e agora tu estás aqui! Eu acredito que sejas uma actualização nossa! – diz, forçando a graça.

 

Luna não esconde a preocupação, a confusão, o medo. Mas decide mudar de assunto, sabendo que terá muito tempo para aprender coisas sobre si mesma.

 

Augustus deixa que o assunto flua noutra direcção.

 

- Será que há alguma possibilidade de essas criaturas extintas de que me falou, ainda andarem por aí, escondidas?  – avança ela, nervosa.

 

- Possibilidade? Há. – atira, sabendo que vai atear a curiosidade de Luna. – Mas o facto de os humanos acreditarem cada vez menos na magnificência de se ser diferente e especial, e de ignorarem que todas as criaturas do mundo merecem viver nele de igual para igual, dificulta as coisas… Mas quem sabe? – torna a lançar a semente. – As Bruxas necessitam de desenvolver as suas capacidades ou acabam por perdê-las, e como te disse, acredito que ainda existam… - lembra. – Os Lobisomens, esses teriam de se esconder muito bem, a vertente da violência é-lhes muito vincada, e dariam muito nas vistas, acho que se andasse um por aí os Vampiros saberiam. E se houver um por aí, garantidamente haverá mais que um, eles não sobrevivem sozinhos. – conclui. – Já as Sereias, essas são as que têm provavelmente mais hipóteses de resistir à brutalidade humana, têm as profundezas do oceano para se esconderem…

 

- Devíamos investigar! – sugere Luna. – E devíamos ajudá-los, se ele se encontrassem sozinhos e com problemas.

 

- Posso concordar!

 

E termina assim a primeira de muitas conversas entre Luna e Augustus.

 

Ele não lhe disse ainda, mas há-de vir a dizer, que o seu principal poder é ver as coisas que já aconteceram, a História, mas acredita que há certos momentos e existências que a Natureza não lhe permite invadir.

 

Mais tarde, Augustus dir-lhe-á também que, a fim de controlar melhor a sua energia, terá de escolher apenas um dom em que se concentrar. Ela irá questioná-lo sobre isso, e ficará a saber que, sendo a primeira de uma nova geração, aparentemente acumula toda uma energia que deve ser controlado e talvez partilhada um dia.  

 

 

Entretanto, Cristina faz progressos na sua investigação, com a ajuda de Verónica.

 

- Não há dúvida que aquele vampiro é um génio! – comenta Verónica, entre dentes.

 

- E precisamente por isso, não arriscou criar um exército mortífero, sem também criar a sua destruição… - concorda Cristina, observando através de um microscópio, e erguendo-se de seguida. – Isto é, destruição é uma palavra incorrecta para a circunstância. Ele criou algo que lhe permitisse faze-los voltar ao normal, para mais tarde aperfeiçoá-los. Será isso?

 

Verónica concorda.

 

Poucas horas depois começam a fazer réplicas o conteúdo que Afonso havia encontrado e que Aurora trouxe até Sintra num pequeno frasco.

 

A imensa mansão onde Joseph se escondia com os seus soldados e priosioneiros também já foi escrutinada por um grupo de vampiros sedentos de respostas e de justiça.

 

Enquanto isso, em Sintra, Mais Antigo faz planos para nomear Vasco o novo líder de zona. Este, depois do impacto das palavras de Beatriz, decidiu assumir responsabilidades.

 

Quanto a Beatriz, é obrigada a aceitar o facto de Henrique se recusar a receber visitas, principalmente a sua, enquanto não voltar a ser um vampiro normal. Junta-se então a Mais Antigo e faz questão de doar sangue, são os únicos a fazê-lo.

 

Henrique há-de descobrir que tem tido uma dieta diferente da dos colegas, e ficará furioso. Mas Jasmine, na cela ao lado, questiona-o.

 

- Se estivesses no lugar dela, e ela no teu, permitirias que outra pessoa lhe desse sangue?

 

 

Alguns dias depois, Isabel e Afonso terminam as limpezas e arrumações na casa que ambos foram obrigados a deixar devido ao perigo constante. Tais tarefas têm sido como uma terapia para os dois, e os momentos sozinhos, para conversar, rir, discutir, e voltar a rir, têm sido o reencontro porque desejavam ambos.

 

Logo no primeiro dia, combinaram não falar sobre os problemas mais recentes, e viver simplesmente.

 

Isabel disse, “um dia, quando vierem ao acaso, falamos deles”. E Afonso concordou.

 

Entretanto, Isabel foi ver se havia correspondência na caixa do correio e regressou, entrando triunfante na sala de estar para anunciar novidades ao seu regressado marido.

 

- Tu não vai acreditar!

 

- O que foi?

 

Nas suas mãos, encontra-se um convite de casamento.

 

- O Filipe e a Rita lembraram-se de nós! – anuncia, com um sorriso de orelha a orelha.

 

Afonso também esboça um sorriso largo, enquanto dá uma vista de olhos.

 

- Se não quiseres ir, eu percebo… - garante ela, conhecedora da discrição máxima dos Azevedo. – Eu posso ir sozinha.

 

Ele franze o sobrolho, quase incrédulo com a suposição.

 

- Achas que eu vou faltar a um evento deste? – questiona. – Romântico, humano e normal? – insiste. – Isto é tudo o que precisamos, Isabel!

 

Radiante, ela abraça-o como uma criança entusiasmada, e beija-o na face.

 

Eis que Luna entra em casa, com expressão de quem traz polémica.

 

- O que se passa? – todas as mães cheiram problemas à distância, Isabel não é excepção.

 

Nesse instante, Luna cruza os braços atrás das costas e olha em direcção ao chão, como uma menina envergonhada.

 

- Queria dizer-vos que vou embora… - diz, quase num murmúrio.

 

- Para onde? – apressa-se Afonso, assustado, soltando-se do abraço de Isabel.

 

- Calma! – a jovem eleva a voz. – Não vou para longe! – garante. – Só preciso de passar mais tempo com os Naturales, e vocês sabem que eles estão a construir um acampamento só para eles, e…

 

- Opunha-me, se não soubesse o quanto vai ser importante para ti! – Isabel, de coração apertado também reconhece o que é melhor para Luna.

 

Um momento de silêncio, surge, enquanto Afonso pensa no assunto.

 

- Tu és quase perfeita, miúda! – atira, enquanto lhe surge um sorriso. – Para seres perfeita, não devias ter crescido tão depressa… - lamenta, mantendo o sorriso.

 

Não sabe explicar porquê, mas Luna deixa que uma lágrima se manifeste no seu rosto e corre para abraçá-los enquanto diz, «Amo-vos».

 

Os três ficam naquele abraço por tempo indeterminado.

 

 

Outras vidas se resolvem também.

 

Pedro, que foi transformado muito jovem e por isso arriscou voltar a ser humano para envelhecer, acaba de pedir autorização ao Mais Antigo para voltar a ser vampiro. O vampiro mais velho não esconde o desânimo em relação às escolhas do jovem, mas consente.

 

Já Henrique, com muito tempo para pensar na prisão, decidiu que Vânia merece a libertação. Gostaria de ter sido melhor criador, mais presente, mas a verdade é que a jovem nasceu para ser o que é, e não necessitou de muita ajuda. A jovem salta de alegria com o novo estatuto de vampira independente, embora triste, pois o seu criador não lhe pôde vir dar a noticia, cara a cara. Mais Antigo foi quem a trouxe, e aproveitou para convidar Vânia a fazer parte da sua Guarda oficial num futuro próximo.  

 

- Obrigado, mas por agora acho que vou ficar com a família. – respondeu ela.

 

Outros, como Octávio e Cristina, fazem planos para mudar de região. Assim como os jovens Joel e Daniela, vampiros à pouco tempo, mas com sucesso.

 

Verónica e André já conversaram, e demonstraram interesse em se encontrarem mais vezes, talvez até a trabalharem juntos.

 

James visita a sua amiga Jasmine todos os dias. Viktorious não o suporta até ao dia em que o repara interessado em Brian.

 

- Ainda não me disseste quem é ele, Jas! – lembra.

 

- Mas já te disse o que acho! – returque ela. - Ele não faz o teu género! – sorrindo.

 

Assumindo o controle da conversa, James retribui a afabilidade da amiga.

 

- E eu já disse o que acho? – questiona, sarcástico. - Eu acho que aquele ali, o Viktorious,… - afirma, lentamente. - … encaixa perfeitamente nos teus perfis.

 

Akira lança uma gargalhada incómoda.

 

E naquele preciso segundo, a antiga prisão é invadida por Mais Antigo, Cristina e Verónica.

 

- Conseguimos! – impaciente, Cristina adianta-se na noticia.

 

Os olhos dos prisioneiros brilham perante uma mala cheia de frascos com a solução para o seu problema. Se pudessem, atirar-se-iam àquelas grades de prata, e atacariam o conteúdo sem pensar duas vezes.

 

- Já que se adiantou, explique o resto! – ordena Mais Antiga.

 

Sem problemas, Cristina assim faz. – Ora, vocês vão tomar o frasco inteiro, e provavelmente vão ficar adormecidos durante algumas horas. – esclarece.

 

- No pior dos casos, ficam com febre, mas vamos acreditar que nada falhará. – intervém Verónica.

 

Uma sombra surge, e com ela Beatriz, contrariando a vontade do namorado, que se afasta imediatamente, inconsciente das grades da cela.

 

Mais Antigo consentiu a sua presença e ela não vai desistir de estar ali.

 

Pega num dos frascos e na chave da cela de Henrique.

 

- Não achavas que eu te ia deixar fazer isto sozinho… - sussurra, enquanto abre o frasco e lho entrega.

 

Pilar é a primeira a ter coragem de arriscar e tomar o antídoto. Segue-se Martha, em apoio, e tal como Cristina preveniu, adormeceram.

 

Os restantes seguiram o exemplo.

 

Henrique adormeceu no colo de Beatriz.

 

Horas depois, foram acordando, pela mesma hora em que adormeceram.

 

Cristina testa-lhes os sentidos.

 

Mais Antigo alimenta-os com sangue verdadeiro, humano.

 

Henrique é o último a abrir os olhos.

 

- Então, estás de volta? – a vampira, mostra-se presente e ansiosa.

 

- Tenho sede. – é a única coisa que ele diz.

 

Outros tantos dias mais tarde, já em casa, e como dois vampiros que são cheios de energia, farão jus ao tempo perdido e não se vão largar.

 

- Estive a pensar… – diz a ex-lider, com um sorriso como há muito não esboçava, sentando-se no sofá da sala, bebendo sangue sintético e oferecendo outro ao namorado. - … e acho que devíamos começar a aproveitar a vida!

 

- Quê? – ele expressa incredulidade.

 

- Depois de tudo o que aconteceu, e principalmente pela Francisca, pensei muito sobre o facto de não sabermos se este será o nosso ultimo dia… - desabafa, menos animada.

 

Como é habitual, ele lança o seu melhor sorriso sarcástico para cortar a tristeza.

 

- Não estarás a ficar velha…? – murmura.

 

- Eu não envelheço! – lembra, retribuindo o sorriso. – Nunca! – realça. – E estando tão jovem, apetece-me dar a volta ao mundo em menos de um ano! – sugere.

 

- Queres companhia, é isso? – questiona, já sorrindo e preparando-se para a beijar.

 

 

Se não fosse vampiro, dir-se-ia que Joseph apodrece literalmente na cela mais profunda e escura e fria da prisão em Sintra.

 

Depois de ter sido obrigado a tomar o antídoto, sendo torturado para que lho conseguissem impingir goelas a baixo, tem-se sentido ainda mais sozinho no mundo do que habitual, ainda mais reprimido, e ódio embora tenha perdido forças físicas, parece ainda maior.

 

Uma segunda grade de prata, revestida com madeira, mesmo à frente da sua cela, abre-se. A luz que entra afecta-lhe a visão, mão não o suficiente para não conseguir contar as silhuetas. São quatro.

 

- Nem te vou perguntar como é que estás… - começa Afonso. – Pareces péssimo.

 

Henrique sorri de satisfação com a imagem que se lhe apresenta.

 

- Não nutrimos qualquer respeito ou carinho por ti, nem piedade temos, mas viemos desejar que fiques melhor, e que recuperes o que provavelmente nunca tiveste… - continua Beatriz. – Juízo. – termina.

 

- Eu vim só mesmo dizer «adeus», com este ar triunfante. – segue Henrique.

 

Afonso é o primeiro a virar-lhe as costas, Henrique segue-o, fixando na memória o olhar frágil do homem que lhes causou um dos maiores problemas da vida.

 

Beatriz também manifestou vontade de sair, mas ao ver Isabel ficar, esconde-se atrás da porta.

 

Joseph, ao ver Isabel insistir em observá-lo, levanta-se e aproxima-se da grade. Os seus olhos vermelhos poderiam assustá-la, mas não chegam perto disso.

 

- O meu maior desejo é que apodreças no Inferno. – atira ela, impiedosa. – Mas alguém achou que valias a pena para alguma coisa… - comenta, olhando-o de baixo a cima com desdém. – Boa sorte!

 

O vampiro mostra as presas.

 

- Eu devia tê-lo matado! – rosna, quase num murmúrio. – E depois àquela criaturinha ruiva adorável… Nem imaginas o que eu gostava de lhe fazer… - provoca.

 

Respondendo à provocação, Isabel aproxima-se demasiado da grade que os separa, e é surpreendida com um ataque impiedoso. Joseph prepara-se para lhe arrancar a cabeça, quando Beatriz entra de rompante e lhe marca o rosto com as unhas, fazendo-o largar Isabel, sem o soltar, a vampira torce-lhe o pescoço, sabendo que ele dormirá por horas até voltar à vida.

 

Ambas trocam olhares.

 

- Tenho medo de pensar assim, mas… - começa Isabel, assustada.

 

- Devíamos matá-lo. – termina, Beatriz.

 

Entreolham-se, sorriem uma para a outra, e ouvem os namorados regressar.

 

- O que aconteceu? – questiona Afonso, observando Joseph caído.

 

Ambas continuam em sintonia e ignoram a questão.

 

- Talvez um dia… - incita Beatriz.

 

- Assim que fizer por merecer! – acrescenta Isabel, fatal.

 

Afonso e Henrique levarão tempo até perceberem aquilo.

 

 

Semanas passaram e ao regressar do casamento para o qual foram convidados, Isabel inicia uma conversa cuidadosamente, como se duvidasse do que diz, e acreditasse que Afonso acharia absurdo.

 

Atirando com os saltos altos, e se instalando confortável na cama, cansada, começa.

 

- A Beatriz e o Henrique já partiram há uns dias, e eu tenho andado para aqui a pensar que também devia fazer alguma coisa por mim, por nós, por alguém… - é pausada nas palavras.

 

Depois de despir o casaco e a gravata, abrir alguns botões da camisa, e atirado igualmente com os sapatos, Afonso responde enquanto se estende ao seu lado.

 

- Vai directa ao assunto! – pede, sorrindo, adivinhando algo grande.

 

- Está bem. – concorda, e respira fundo. – Eu quero usar tudo aquilo que aprendi ao longo da minha vida, e ajudar meninas perdidas, como eu fui um dia. – ajeita-se na cama, olhando nos olhos de Afonso, preparando-se para os detalhes. – Quero construir uma espécie de escola, ou academia, de preferência quase secreta, e quero que meninas especiais, a quem a vida foi cruel de alguma forma, tenham oportunidade de aprender sobre tudo, e principalmente aprender a defender-se.

 

Afonso está a perceber tudo, mas mantém-se inexpressivo, intervindo antes que ela continue.

 

- Queres inclusive ensiná-las a lutar? – questiona.

 

- Talvez…

 

- Queres treiná-las para, eventualmente, terem o poder de mudar o mundo para melhor… - começou como uma questão, mas terminou como uma afirmação.

 

- Sim. – assume ela.

 

Ele começa a esboçar um sorriso, e acariciando-lhe o rosto, beija-a na testa.

 

- Tens o meu apoio! – garante. – Agora, descansa. – pede. – Se vamos concretizar esse projecto, necessitamos de muita energia.

 

Abraçam-se, e como nas ultimas noites, fingem ser normais, ficando ali simplesmente, como se dormissem mesmo. Na realidade, estão apenas concentrados em manter as respirações sincronizadas, e a ouvir os corações um do outro.

 

Durante muitos anos, Afonso e Isabel passam as noites assim. Com a excepção regular, de umas horas mais animadas de vez a vez.

 

O amor acontece.

 

E o deles aconteceu no dia em que Isabel foi abandonada pelos tios num colégio desconhecido, com pessoas desconhecidas, e se apaixonou pelo primeiro vampiro que encarou.

 

 

O que vocês não deviam saber, leitores, mas eu vou contar-vos, é que enquanto tudo isto acontecia em Sintra, o mundo deixava-se renovar.

 

Na Alemanha, um jovem rapaz de dezasseis anos, vítima de bullying nos últimos cinco da sua vida, perdeu o controle e contra-atacou quem o agrediu, mais uma vez, num beco, enquanto regressava a casa.

 

Chorou durante horas perante o corpo inerte do seu agressor, não com pena, ou remorsos, mas precisamente por não sentir nenhum dos dois.

 

Na Lua Cheia que se seguiu, um lobo descontrolado saiu do seu quarto enquanto a mãe o chamava. Causou o pânico, destruiu metade das coisas com que se cruzou, pois a sua consciência lhe disse para agredir tudo menos os pais. Estava perdido, não sabia porque de repente estava cheio de pêlo e porque lhe doíam os ossos. Fugiu de casa. E não voltou.

 

A muitos quilómetros de distância, em New Orleans, uma jovem de treze anos, desde sempre com características físicas muito especiais, refiro-me aos olhos claros como cal, é insultada na escola, chamada de “bruxa” e “aberração” quando, inocentemente, ressuscitou à frente dos colegas, uma flor morta. Naquele dia, levou horas a regressar a casa, quando chegou, a mãe mais uma vez era espancada pelo seu padrasto. Mas ele não viveu muito mais tempo para contar os motivos porque agredia a mulher. A doce menina desejou que ele morresse, e ele caiu no chão. Não morreu, mas a jovem fugiu e nunca mais ninguém a encontrou.

 

No Oceano Pacífico, onde o horizonte é mar e céu, um náufrago desesperado, único sobrevivente de um submarino que se afundou mais que o suposto, foi surpreendido pela aparência bela e ilusória de uma mulher esbelta, nadando como um peixe, sendo um, de cabelos esverdeados como algas e olhos azuis como tom do oceano. Ela levou-o até à costa, arrastando-o por horas no oceano, e desapareceu. Na cama de um hospital, ele ainda pensa que foi ilusão.

 

FIM

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henrique e beatriz azevedo os tais.jpg

 

 VOLTAREI EM BREVE! 

Sobre mim

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Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

Aviso

Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Entretanto, por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada (melhor preparada do que a primeira...:D), havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e, mais recentemente, "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

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