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Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 89 – “Alma” PENÚLTIMO

afonso e isabel lua vermelha separador.jpg

 

Continuação…

 

A energia que flui através daquela corrente de almas é pura e ilumina o espaço. É brilhante, ofuscante, quente, e é indolor, inexplicavelmente acolhedora como um abraço.

 

Através da luz, Augustus é o único que pode abrir os olhos e ver para lá dos corpos dos novos vampiros, ver-lhes a alma. Para sua tristeza, eles irradiam escuridão à sua volta. À excepção daqueles que se afastaram de Joseph porque tinham algo verdadeiro porque lutar e viver, todos os outros estão vazios.

 

A Mãe Natureza decide levar consigo toda aquela escuridão e todo aquele vazio, e Augustus vê.

 

Ele tem a capacidade para sentir tudo o que está verdadeiramente aacontecer, e ter a certeza de que todas aquelas almas terão outra oportunidade, outro propósito. É esse um dos seus dons, ver para lá desta vida.

 

Não é mentira, ou mito, ou invenção, que na Natureza nada desaparece ou se destrói, mas tudo se transforma.

 

No entanto, Joseph é um caso diferente. A sua aura não está negra, nem vazia, como as do exército que criou. Está cinzenta, triste, doente, e por isso mesmo ainda é uma alma. E as almas podem mudar, se quiserem, com ou sem ajuda.

 

A Natureza sabe que ele não tem nada, nem ninguém, porque não soube ser capaz de amar. Ele não soube sequer estimar a vida que lhe foi dada, porque imediatamente a recusou e tudo o que com ela viesse. E Augustus percebe então que a história daquela criatura está incompleta, e que deste dia em diante não continuará a ser escrita da mesma forma.

 

 

- Estão mortos? – sussurra Luna, quase emocionada, claramente detestando a ideia de morte.

 

- Não. – apressa-se Augustus.

 

Ouvem-se apenas as vozes de ambos e as respirações forçadamente calmas dos restantes.

 

- A morte não é mais que uma transformação. – esclarece, ensinando a primeira de muitas coisas àquela jovem menina. – Eles são agora algo melhor, e têm um novo propósito.

 

- Qual? – questiona ela, insaciável.

 

- Aquele que lhes for entregue. – termina.

 

Interrogando-se sobre a resposta, Luna aceita-a ainda assim.

 

 

Resta então Joseph, de olhos esbugalhados, de joelhos sobre o relvado, perdido na sua loucura, como sempre, e agora sabendo que é observado por todos.

 

O silêncio permanece, por enquanto.

 

Isabel sente o calor da mão que aperta, a de Luna, e encara Joseph, interrogando-se com alguma indignação sobre o porquê de ele não ter sido levado como os outros, já que não faz falta.

 

Ele ergue-se, acompanhando o pensamento dela, e os seus olhos numa outra direcção, não mais perdidos.

 

- Tu! – grunhe, e corre em direcção a Beatriz.

 

Mas é para Afonso que ele está a olhar, e atravessará Beatriz e todos os que surgirem para chegar até ele.

 

Na incógnita, Beatriz recua para trás, sensata, agora que já não tem o poder emprestado de Afonso e voltou a sentir os músculos a latejar no lugar onde foi ferida e as náuseas do consequente envenenamento.

 

Quando Henrique estava próximo de se colocar entre eles, repara em Afonso, que surge repentinamente vindo de trás de Beatriz e empurra o irmão, afastando-o também de Joseph.

 

Já não se viam há tanto tempo… Mas o momento de pensar sobre isso ainda não chegou.

 

O olhar de Isabel brilha ligeiramente. Finalmente põe os olhos em Afonso, e ainda que todas as preocupações não tenham terminado, todas estrelas do céu não chegariam para descrever o brilho do seu olhar.

 

Luna, olha em redor, e satisfazendo a sua curiosidade vê os Naturales surgirem gradualmente atrás dos vampiros a quem emprestaram energia.

 

Por sua vez, Augustus surpreende Joseph a poucos centímetros de conseguir agarrar brutalmente o pescoço de Afonso, segurando-o pelos cabelos da nuca.

 

Mesmo sabendo que está sozinho e que perdeu, Joseph manifesta-se.

 

- O quê que vocês lhes fizeram? – grita. – Para onde é que eles foram?

 

- Como se isso te preocupasse… - comenta Augustus.

 

- Preocupa-me perceber porquê que não me levaram também! – manifesta-se, lutando contra a força de quem o arrasta.

 

Augustus ignora, e persiste em levá-lo até Verónica, que se aproxima já conduzindo a carrinha escura.

 

- Eu ainda vou acabar contigo, Alphonzo! – grunhe, inquebrável. – Com todos vocês!

 

Em meio à gritaria de Joseph, Isabel corre para alcançar os braços de Afonso, alheia a tudo. Este abraça-a com quanta força possui, aninhando-a no seu peito e beijando-lhe o cabelo. Ela quase desvanece de alegria e paz.

 

Verónica arrasta então correntes de prata pelo gramado verde, usando luvas claramente, e fica surpreendida ao reconhecer uma cara na multidão. André também a vê, e sente uma súbita saudade, mas tem dúvidas sobre se é mesmo quem pensa, ou uma ilusão. Verónica também se mantém concentrada no que deve fazer.

 

- Ouve, Augustus… - Joseph lembra-se de iniciar uma conversa amigável. – Os vampiros são monstros, tu sabes disso. Ajuda-me. – pede, atropelando-se nas palavras. – O mundo será melhor sem eles, e…

 

- Não, Jo. – interrompe o sábio. - O mundo será melhor no dia em que o ódio e a guerra não passarem de memórias ridículas num livro de história.

 

Entretanto, Henrique surpreende Beatriz com um abraço discreto. Um risco que decide tomar por necessidade. Ela sorri e encosta a cabeça no seu ombro.

 

Já Francisca limita-se a observar com imensa gratidão e recebendo as mãos de Vânia e Pedro nas suas, pensa no seu breve destino.

 

 

Aurora surge, sorrateira, junto de Augustus, depois deste ter atirado com um Joseph desesperado para dentro de uma carrinha revestida a prata no seu interior (cortesia de uma Luz Eterna extinta).

 

- Podíamos ter resolvido logo isto. – afirma, numa ilusão de interrogação. – Porquê que os deixaste lutar?

 

Augustos sorri como raramente, pensando que nada escapa mesmo à jovem, e responde em tom de brincadeira, apenas para lhe satisfazer a curiosidade insaciável.

 

- Nunca ouviste dizer, que só se conhece verdadeiramente uma pessoa, quando se luta com ela?

 

Ela ouve e aceita a resposta contrariadamente.

 

- Olha que é bem verdade! – insiste Augustus. – E aquelas criaturas não tinham mais do que um instinto de ódio irreversível e ingénuo a cada movimento. – terminando, mais sério.

 

Aurora, então, sorri.

 

Francisca desmaia.

 

Continua…

 

 

O PRÓXIMO E ÚLTIMO, SERÁ O MAIOR DE SEMPRE! 

 

ATÉ BREVE! 

Pág. 1/2

Sobre mim

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Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

Aviso

Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Entretanto, por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada (melhor preparada do que a primeira...:D), havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e, mais recentemente, "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

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