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Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 49 – “Acaba com ele, antes que ele acabe contigo!”

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Continuação…

 

Momentaneamente incapaz de dar uma resposta àquele jovem sob tortura permanente, Martha, sentindo-se ridícula, evita olhar-lhe nos olhos enquanto respira fundo e pensa cautelosamente no seu próximo gesto.

 

- Isso é algo que não me compete a mim dar-te. – afirma, numa voz baixa mas séria. - Tudo depende do Joseph e eu pretendo respeitá-lo até ao meu último suspiro! – garante, reerguendo-se no orgulho, ainda sem olhar para Afonso.

 

Um silêncio breve sobrepõe-se à tensão do momento. Já não tão fraco como aparenta, Afonso analisa-a atentamente, buscando-lhe feridas do passado e presente na expressão.

 

- Mesmo que te falte algo mais? – questiona Afonso, num suspiro forçado. - Vais segui-lo até ao fim, mesmo que isso implique uma vida condicionada por ele, pobre de espírito, sem amor, sem liberdade…

 

Martha vira-lhe as costas, incrédula, evitando ser atingida tão profundamente por tais palavras.

 

- Chega! – resmunga, num tom firme sem paciência. – Até breve! – deseja a vampira, pensando no quão breve será afinal esse «até breve», saindo porta fora.

 

Sem se pronunciar nem por mais um gesto, a vampira sai notoriamente perturbada com a conversa, ainda que tente não se mostrar sequer nervosa.

 

Mesmo ainda fraco, e melhor a esconder verdades do que aquela vampira, Afonso não cabe em si de orgulhoso, o quanto pode, por ver que conseguiu mexer de alguma forma com a paciência dela, tanto que a fez esquecer-se de recompor algumas coisas que descompôs quando entrou ali.

 

A pequena brecha que costumam abrir atrás de si, naquela sala, quando decidem “visitá-lo”, deixando o mínimo de luz solar e ar puro entrar, foi deixada aberta. Não é muito, mas com a devida paciência, Afonso conseguirá alguma pouco energia para se manter mais forte do que tem estado. Enquanto vive e não vive naquele pesadelo bem real, o melhor mesmo é não desistir e arranjar com que se entreter, para lá de apenas pensar na família que deixou para trás. Assim, Afonso começou cogitar uma forma de comunicar com a filha, Luna, e tentar sair dali e garantir o fim de mais um problema.

 

 

Depois de Martha sair para cumprir o seu dever de manter o prisioneiro de Joseph não tão morto e nem tão vivo – como o próprio sente -, Pilar ficou sozinha naquela sala escondida, terminando a sua tarefa de distribuir o elixir criado por Joseph pelas embalagens de sangue sintético, que serão distribuídas por todos.

 

Mais tarde ou mais cedo, Pilar lá acabou por ceder o lugar a Joseph, que chegou ali, muito calmo e misterioso, dispensando-a da tarefa ao justificar-se que gostava de ficar por ali sozinho, talvez criando algo novo.

 

Sem sequer o querer questionar, ainda que o ache realmente demasiado sereno, no sentido de feliz e em paz com tudo, a vampira deixa-o.

 

Vendo-se sozinho, Joseph entretém-se a verificar o que ela fazia, aumentando depois todas as doses com um outro elixir que tinha escondido numa gaveta fechada à chave. Até que começa a sorrir sozinho, um sorriso leve e cheio de sinceridade para consigo mesmo, como se realmente tudo corresse e estivesse para correr conforme planeado.

 

Resta dar a conhecer os seus planos.

 

 

Mãe e filha mantêm-se num abraço aconchegante quando se apercebem da chegada atribulada de alguém conhecido que, pela jeito, poderá trazer ainda mais más noticias.

 

- Mãe?! – chama Isabel, ainda com soluços breves que denunciam o seu momento de lágrimas.

 

Graça aparece nesse momento. Quando vê a filha novamente naquele estado de desespero profundo de medo, abraça-a imediatamente e reconforta-a com o seu carinho único de mãe.

 

- Oh querida, ainda não descobriram mais nada…?

 

- Pouca coisa! – confirma Isabel. – E tu? Tens novidades?

 

- Infelizmente…

 

Adivinhando o que aí vem, Luna acha por bem sair, deixando-as conversar sozinhas sobre os mais problemas familiares que parecem avizinhar-se.

 

- Eu preciso de… - suspira Luna. – Volto já, fiquem à vontade. – termina, saindo.

 

- Não te afastes! – pede Isabel, relembro que quer a filha por perto.

 

Isabel dá então total disponibilidade à sua mãe para falar sobre o que a trouxe ali tão urgentemente, fazendo uma entrada apressada.

 

- São os teus tios… - começa Graça. – Desde que saíram da prisão têm batido tudo à tua procura, querem um ajuste de contas, acham que és uma ingrata… Sei lá, que mais!

 

- E então? – insiste Isabel, prevendo que terá de resolver mais um problema.

 

- Eles descobriram a tua casa e, não sei como, também sabem que estás aqui! – conclui. – Eu tentei afastá-los, querida, mas… É difícil quando não se quer por tudo o resto em causa… - comenta, referindo-se ao facto de ser vampira, não estando morta como eles pensam. – Enfim! Dei-lhes pistas falsas, pedi a alguns amigos que se metessem no caminho deles… Mas eles conseguiram chegar até ti! Parece que têm um escudo anti-sobrenatural.

 

- Mas não têm contra mim! – avisa, numa voz altiva que faz desaparecer os indícios que ainda à pouco tinha de qualquer tristeza. - Conheces os planos deles, mãe?

 

Graça confirma, num acenar.

 

- Então conta-me tudo! – pede Isabel. - Vou antecipar-me! – garante, com sede de descarregar a sua raiva em alguém.

 

No fundo, Graça teme por isso: por ver a filha libertar toda a sua raiva de saudade na própria família. Mas afinal! Uma família como aqueles dois tios que raptaram, tentaram matar e roubar a própria sobrinha… Qual o problema? Talvez ainda se junte à confusão, quando o circo pegar fogo.

 

 

Numa correria desenfreada e aparentemente sem motivo, Martha parece fugir. Foge a Afonso. Foge à verdade. A própria sabe disso, mas prefere ignorar. Ignora, pois se questionar a realidade arrisca-se a enfrentar mudanças incontroláveis para as quais não sabe se está preparada. Assim, mais vale manter tudo como sempre esteve, acreditar no que sempre acreditou.

 

- Ainda bem que te encontro!

 

Martha regressa ao quarto que esconde a pequena sala-laboratório, aproximando-se de Joseph, completamente perturbada, sem sequer ter abatido à porta, enfrentando o olhar desaprovador do vampiro, por isso.

 

- O que se passa? – questiona o vampiro, quase sem interesse. – Qual é o problema? – insiste, depois de olhar para ela e notá-la fora de si.

 

- Acho que o Alphonzo está a precisar de ti! – afirma, enquanto pega numa bebida que ingere imediatamente, como se isso a ajudasse a controlar os nervos.

 

- Mas o quê que aconteceu? Porquê que estás assim? – insiste o vampiro, agora realmente interessado. – Foi o Alphonzo? Desculpa, mas é praticamente impossível…

 

Joseph preparava-se para subestimar o seu prisioneiro, mas é interrompido por Martha.

 

- Acontece que ele é mais forte e inteligente do que pensas! Ele tem algo mais a que se agarrar! – garante, levantando a voz num chamamento de atenção para o poder da esperança e do amor que Afonso ainda sente.

 

- Estás a insinuar o quê? – propõe Joseph, começando a sentir-se despeitado.

 

- Se o trouxeste para aqui para o torturar, então fá-lo com eficácia! – atira o conselho, num impulso inconsequente que a própria passa a temer. – Ele é esperto, sabe usar as palavras, sabe poupar-se para atacar no momento certo… - explica, como se estupidamente Joseph nunca tivesse tido conhecimento de tudo isso. – Acaba com ele, antes que ele vire todos contra ti e acabe contigo!

 

O vampiro, verdadeiramente apanhado de surpresa por aquela Martha descontroladamente sentimental, engole em seco, alimentando ainda mais o ódio, por depressa entender que Alphonzo tem cogitado algo contra si, mesmo no silêncio e na pior fraqueza.

 

Ela tem razão. Estão perante um ser que não conhecem totalmente. Não conhecem o seu poder e mantêm-no preso. Preso a si mesmo, preso a sofrer com memórias que, mesmo causando sofrimento, são a causa da sobrevivência. Há que avivar esse sofrimento e acabar com o poder…

 

- Acredita! Ele tem todos os argumentos para te derrubar! – insiste Martha, agora numa voz sumida. – E tu não podes continuar a ignorar isso! Tu ainda não és o todo-poderoso aqui! Ainda não nos convenceste a todos! – relembra, forçando-o a recordar que ainda tem o novato do André e seis novos vampiros para converter aos seus ideais.

 

De alguma forma preocupante, Joseph percebe que aquela mulher está perturbada, e que isso foi causado por Alphonzo. Não faz ideia de como ele conseguiu. Talvez não tenha feito nada de especial, simplesmente tocado num assunto mais delicado para ela, sem querer. Mas isso não descura a hipótese de Alphonzo ter um plano. E tendo um plano, significa que ainda há esperança!

 

Esperança, é algo que não pode ter. Nunca mais!

 

Continua…

 

Pesquisa Aqui

 

Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

Aviso

Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Entretanto, por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada (melhor preparada do que a primeira...:D), havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e, mais recentemente, "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

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