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Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 53 – “Apenas à espera…”

 

Continuação…

 

Mais rápida que nunca, como se canalizasse toda a sua raiva num só objetivo, que a própria ainda desconhece, percorre a serra. De momento, qualquer sentimento seu está longe de qualquer explicação possível. Apenas um aperto no coração, tão forte, que precisa aliviar urgentemente.

 

Para Isabel, talvez a única forma de acalmar os ânimos seja conseguir uma oportunidade de confrontar os problemas, acabar com eles seja de que forma for, um de cada vez, um por um…

 

Finalmente avista, a frente da casa onde supostamente viveria uns anos com Afonso e Luna, em paz… Mas onde quase nunca assentaram verdadeiramente! Surpreendida pela circunstância, Isabel entende que realmente não levava rumo, já que a sua cabeça é apenas ocupada por um pensamento…

 

Para Isabel chega! Basta de fugir.

 

Feroz, trémula de ansiosidade ali ficará, à espera. Esperará o tempo que for preciso e acabará com, pelo menos, um dos seus problemas. Desejando que ninguém apareça para a impedir.

 

 

Pela forma como está, - aparentemente tenso, de braços cruzados, em pé, pronto para agir seja pelo que for - de onde quer que o observem, caso alguém esteja realmente a faze-lo, facilmente parecerá que ele contempla o horizonte com o desejo incontrolável de descobrir que tipo de liberdade o espera, caso se atreva…

 

Na verdade, Henrique viu Joseph, de longe, atravessar a relva furioso para entrar naquela maldita cabana de madeira que esconde masmorras lá em baixo. Seguiu-o com o olhar e reparou no punhal que o inglês segurava, numa das mãos protegidas por luvas pretas de cabedal, reconhecendo-o facilmente – não é todos os dias que se vê uma arma assim, muito menos com um Jaguar esculpido. O real observador ali é ele, e o seu olhar dirige-se para lá, onde desconfia com tamanha certeza que está Afonso, ainda que não encontre justificações para que ele lá esteja…

 

- Espero, sinceramente, que a ideia nem te passe pela cabeça… – comenta Jasmine, surgindo ao seu lado, calma, certificando-se de que não existem olhares, nem ouvidos, postos neles.

 

- Com uma vista destas, uma tentativa de fuga não será algo inesperado! – garante, desafiador, referindo-se à floresta, aparentemente vazia e segura, que os rodeia. – O quê que me impede, afinal?

 

- Possíveis consequências?! – sugere Jasmine, tentando descobrir o verdadeiro destino do olhar de Henrique.

 

- Se não fosse por isso e a ideia de nos rebelarmos contra esta loucura, garanto que já não estava aqui… - afirma, sincero demais. – Até porque ela sabe defender-se! Era o que me diria, na ocasião…

 

Ele queria sorrir. Mas na sua expressão, nem vestígio disso. Não há como sorrir!

 

- Para onde estás a olhar, então? – questiona Jasmine, finalmente.

 

- Vi o louco descer para ali com um punhal que não me era estranho. – revela, acabando por denunciar algum nervosismo indesejado na voz. – Tenho a certeza que ele está com o Afonso… - continua, sem nunca desviar o olhar para Jasmine. – Só estou à espera de uma oportunidade para…

 

- Entrar? – completa a vampira, sem se mostrar contra.

 

Notando pouca preocupação na reacção de Jasmine, Henrique olha finalmente para ela, apenas por alguns segundos, voltando a fixar a cabana quando percebe que a vampira espera uma resposta.

 

- Estou farto de pensar nos riscos que corremos! – avisa, inquieto. - Quanto tempo mais vamos ter de esperar até que confiem em nós? Que se lixe isso! Precisamos de fazer alguma coisa!

 

Jasmine permanece em silêncio. Serena, pensativa.

 

- Eu tenho que entrar ali, agora! – insiste Henrique, esperando qualquer objecção da parte dela.

 

- Ok. – responde ela.

 

“Ok.”- é só isso? – Henrique estava verdadeiramente à espera que alguém o impedisse de cometer tal acto, incluindo mil motivos de oposição.

 

- Ok. – repete, incerto do que ouviu. – É só isso? Não me vais impedir? – pergunta, lembrando-a que provavelmente deveria fazê-lo.

 

- Não. - termina Jasmine, sem olhar para ele. – Vou só chamar ajuda! – avisa. – Não vais entrar sozinho… - assegura, numa postura confiante, preparando-se para sair.

 

- Jasmine! – chama Henrique, involuntariamente agitado com a situação. – Não tens que fazer isto… - diz, numa voz baixa e sincera.

 

A vampira sorri, tão naturalmente que o deixa sem dúvidas de que haverá ação futuramente.

 

- É o que deve ser feito! – conclui. – E, tens razão… Também estou farta disto! – admite, saindo finalmente.

 

Novamente sozinho. Novamente contemplando aquele lugar. Henrique sente a mais pura adrenalina percorrer-lhe o corpo, quase podendo jurar que é alegria por finalmente estar perto de alguma mudança.

 

 

Não apenas uma criança, bela e inocente como tantas outras, pois durante toda a vida foi violentamente agredida pela pessoa a quem chamava de pai, por quem gritava “pai!”. Afonso matou aquele homem simplesmente. E aquela criança, pequena menina, pensou qual seria a diferença entre demónios e anjos.

 

Algo suscitou naquela menina a certeza de que aquela criatura, aparentemente humana, odiou aquele “pai” no mesmo instante em que o viu pela primeira vez, odiou tanto que o matou. Agarrou-o e sugou-lhe sedentamente cada gota de sangue que tinha em si. Acabou com aquele homem tal como, secretamente, gostaria de acabar com a própria vida.

 

Veio a descobrir, já aos 16 anos, que teria sido poupada de morte certa, sob lenta tortura, por um vampiro. Quando fugiu de casa, ignorando o que ouvia sobre demónios sugadores de sangue, Martha apenas queria reencontrar o seu salvador e agradecer-lhe.

 

Martha chorava compulsivamente, no quarto, quando Pilar a encontrou, juntamente com alguns restos de mobília desfeita no chão.

 

Imediatmente, percebeu que não era a única naquela casa que passava por um mau momento.

 

Na verdade, nenhuma das duas está a viver a melhor fase das suas vidas. Ambas com passados confusos, ambas questionando os próprios actos, ambas desesperadas por motivos que as próprias desconhecem…

 

Arriscado ou não, confessam-se uma à outra.

 

Martha foi a primeira a contar a sua história, depois de involuntariamente admitir que se descontrolou em frente a Joseph, praticamente envenenando-o contra Alphonzo.

 

À muito que Pilar desconfiava dos sentimentos da amigo pelo prisioneiro, mas a situação é pior do que julgava.

 

- Foi isto que aconteceu… E eu tenho feito tudo menos agradecer-lhe. – termina Martha, ainda chorando, sentada num longo sofá junto a uma janela, com a cabeça entre as mãos.

 

- Como é que vieste aqui parar, então? – insiste Pilar, sem interesses, começando a ver ali mais do que uma amiga, uma aliada.

 

- Eu era uma simples humana em busca de um vampiro. Ninguém sabia nada sobre mim e isso tornava-me suspeita. Transformaram-me por desconfiarem que eu era algo como estafeta da Luz Eterna. O meu criador viu segurança nesse acto. - começa por explicar. – Eu deixei que a fama de caçadora de vampiros pegasse! Não achei necessário que soubessem a verdade sobre mim…

 

Ao lado de Martha, sem cruzar olhares com ela, Pilar pondera a hipótese de também falar sobre si. Sente-se uma covarde mas a verdade é, mesmo depois de Martha fraquejar, não se sente corajosa o suficiente para falar de si. Continuará então a falar dela…

 

- O Joseph sabe disto? Sabe que tens pena do Alphonzo?

 

Martha mentem-se em silêncio. Nem ela própria sabe o que sente por Alphonzo.

 

 

Chegou há poucos instantes com a certeza de que esperaria o tempo que fosse preciso. Por isso lhe parece absurdo o facto de não ter que esperar assim tanto, agora que sente algum movimento pouco vulgar nas redondezas.

 

Isabel fecha os olhos, apenas sentindo o que a rodeia através dos restantes sentidos, alargando o campo de concentração. Respiração! Isabel ouve uma respiração bem mais perto de si do que suposto, algures na floresta que rodeia as traseiras da casa, não sendo apenas um animalzinho indefeso com certeza. Depois, passos lentos. Um movimento mais rápido. E nada! Agora nada mais que a respiração lenta, calma, irritante para quem a ouve e espera algo mais…

 

A jovem continua de olhos fechados, em pé, de costas para a entrada da casa, posicionando-se ao fundo da escadaria como se esperasse alguém chegar. Descontraída demais. Calma demais.

 

Um carro aproxima-se lentamente e pelas vozes que ouve em simples sussurros, entende que eles realmente têm rondado por ali há imenso tempo.

 

Acabou! Para eles, acabou!

 

Continua…

 

Nos próximos episódios: Beatriz procura Isabel. Henrique encontra Afonso. Dimitri revela quase impossibilidade de encontrar Joseph. Luna confronta-o. Mais Antigo anuncia consílio para eleição de novo líder.

 DEIXEM O VOSSO COMENTÁRIO :D

BREVEMENTE: Parte 2 do post VIDA DE VAMP - Amores Platónicos!

Pesquisa Aqui

 

Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

Aviso

Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Entretanto, por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada (melhor preparada do que a primeira...:D), havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e, mais recentemente, "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

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