Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 62 – “Nova Guerra”

Espero que gostem :D Podem opinar no final :D Bjs

 

Continuação…

 

Uma brisa fresca acaricia-lhe a pele e os cheiros e sons da natureza fazem-no sentir-se em paz. E de repente, uma sensação de poder único. Força e energia, sensibilidades apuradas, e… sede. Muita sede.

 

Henrique abre os olhos, afastando a mínima sensação de paz que sentia ao lembrar-se de tudo o que havia acontecido e, especialmente, recordando o suposto motivo daquela sede. Ignora, por enquanto, qual a sua aparência – uns olhos intensamente negros, sem qualquer brilho senão o reflexo daquilo que observam; algumas veias tornam-se salientes abaixo dos olhos e no queixo; e as suas presas aparentemente ainda mais afiadas. - Deixa-se ficar mais uns instantes estendido no chão, sentindo a natureza e observando o céu recortado pelas folhagens das árvores em seu redor, tentando captar novamente algum indício de harmonia. Mas nada! A sede, que o faz sentir-se seco por dentro, permanece, inabalável.

 

Decide levantar-se e depressa percebe que recuperou a forma, sentindo mesmo que talvez esteja ainda melhor do que antes, questionando-se sobre se isso será bom ou mau. No mesmo movimento, repara que a cicatriz que ganhou nos últimos tempos num dos braços desapareceu. - Estranho, aceitável ou fantástico?! – Observando à sua volta, depara-se com os cinco vampiros que o acompanhavam, desmaiados, completamente irreconhecíveis na medida em que até o cheiro deles, uma identificação única e pessoal, parece ter-se alterado. Henrique só não consegue perceber se a sua presença, afinal, também mudou assim.

 

- Jasmine?! – sussurra, chamando enquanto se aproxima. – Brian?! Victorious?! – insiste, mas sem resposta.

 

Impaciente e depois de alguns eternos minutos insistindo, tentando sem sucesso respostas aos seus chamamentos, Henrique coloca-se finalmente de pé e decide avançar por entre a floresta que ainda não reconhece. Deixa-os para trás e parece não se preocupar com isso. Na verdade, parece nem ter ideia sobre o caminho que segue. Não sabe onde está, nem para onde vai.

 

 

Luna consegue ser a primeira a entrar no Bloody Mary, tencionando imediatamente evitar novos e perigosos confrontos indesejados, com criaturas imprevisíveis.

 

- Socorro! – grita Vasco, tão impotente quanto Beatriz estava, ainda há pouco.

 

Apenas uma fracção de segundo mais tarde, e já prontos para testemunhar alguma situação de tragédia, Mais Antigo, Isabel, Beatriz e James juntam-se a Luna.

 

James, mais confiante devido ao sucesso anterior, segura no seu punhal, pronto a dar-lhe novamente uso. Beatriz fica vidrada na imagem de Renato, a primeira vítima de uma guerra que já não é apenas um problema pessoal que possa afastar do perigo as comunidades. Isabel também se fixa na imagem de Renato, mas inevitavelmente acaba por imaginar Beatriz no lugar dele, arrepiando-se com uma horrível possibilidade que esteve tão próxima. Por sua vez, Mais Antigo limita­-se a analisar a situação, adivinhando, sabendo que Luna tem todo o poder e a vontade para agir contra Dimitri.

 

Apercebendo-se da preparação de James para o ataque, Luna faz por valer a sua presença ali e, aparentemente, com mínimo esforço, consegue afogar Dimitri numa dor agonizante, vendo-o ceder, caindo de costas enquanto solta Vasco, perdendo as forças e lançando para o nada um olhar confuso, louco.

 

Vasco liberta-se, rápido, desejoso disso. Medo e ódio na mesma expressão.  

 

Mais Antigo continua a pensar: Se Joseph está a criar monstros para acabar com os Vampiros, então aquilo é uma guerra que diz respeito a todos os vampiros, e não apenas a duas teimosas apaixonadas capazes de se intrometer nos piores problemas e que deixam tudo para trás inconscientemente, a favor disso. No mesmo breve instante, devaneia na possibilidade de aquele ataque e os futuros que se aproximem, reduzam a cinzas autênticos líderes junto com as suas comunidades. - Ver um vampiro poderoso como Vasco incapacitado pela força desconhecida de uma nova criatura, e imaginar Beatriz na mesma situação ainda há pouco, não deixa dúvidas de que mais uma Guerra, repleta de perdas, desavenças e questões, se avizinha.

 

- Isto não vai durar muito tempo. – avisa Luna, sobre o estado imóvel e perdido em que deixou Dimitri. – Levem-no daqui e assegurem-se de que ele não foge outra vez! – diz, tão magnífica, que mesmo sem intencionar, dá ordens e não é questionada por isso.

 

- Precisamos mesmo dele vivo, é?! – questiona Vasco, incrédulo, aterrorizado e desejoso por retribuir a violência. – O que raio é isto afinal?! – exige saber, agitado, confuso, sentindo-se impotente.

 

- Estiveste prestes a ser devorado por uma espécie de vampiros que se alimentam de sangue de vampiro! - explica Beatriz, pausadamente, esperando que Vasco tire conclusões por si mesmo. – Bem-vindo ao clube! – comenta, terminando numa ironia sem graça.

 

- Se me permitem… - intervém Mais Antigo, pensativo, régio. – Devemos colocar esta criatura nas masmorras! – sugere, referindo-se à prisão da comunidade, para onde são dirigidos os vampiros condenados por seus delitos. – Reforçando a segurança, claro!

 

- Eu mesmo trato disso! – apressa-se Vasco, ainda atordoado, mas fazendo o possível para retornar à perfeita imagem de um aspirante a líder determinado e prestável.

 

- Não há necessidade! Os meus Guardas tratam disso! – garante Mais Antigo. – A comunidade precisa de ti na Cerimónia de Nomeação do Líder.

 

Um silêncio invade o espaço e todos esperam alguma qualquer reacção de Vasco, enquanto este, por sua vez, encara Mais Antigo, surpreendido e sem fazer a mínima ideia de qual a forma correcta de reagir no momento. Dois Guardas entram no Bloody Mary e o Vampiro dá ordem para levarem Dimitri, pedindo a Luna que os acompanhe, entregando-lhe no fundo o seu voto confiança, sabendo que a jovem, tão diferente e poderosa, gosta de ajudar em situações importante. Depois, avança com as suas mais recentes decisões.

 

- Vou convocar um consílio urgente para daqui a uma hora. – começa. – Apresentar-te-ei, Vasco, como único candidato ao cargo de Líder. – informa, pausando, deixando que o vampiro aceite as mudanças que virão. - Darei uma última oportunidade para que mais alguém se manifeste como candidato e marcaremos a cerimónia para amanhã. – de mãos cruzadas atrás das costas, o vampiro aproxima-se do nervoso Vasco, que ainda assim se mantém poderoso e digno para ocupar tal cargo. – Parece-te bem?

 

Vasco continua sem saber o que dizer, ou se deve sequer dizer alguma coisa. Na verdade, acaba por se questionar sobre se quer mesmo ser líder, se tem capacidade, dignidade e, mais importante que tudo, se tem como garantida a confiança de toda a comunidade. Acaba por assentir positivamente, fazendo uma pequena vénia de respeito para com o Líder Supremo dos vampiros.

 

Mais Antigo nota o nervosismo de Vasco, tal como todos ali por perto, está bem vísivel!, mas vê isso como um sinal de consciência da responsabilidade que tomará e prossegue.

 

- Vocês! – dirigindo-se a Beatriz e Isabel, impondo a sua figura superior. – Não quero saber como o farão, mas exijo que resolvam os vossos conflitos! – começa, conseguindo que as duas baixem a cabeça, encarando o chão. - Assumam que apesar de serem uma união imperfeita, podem ser também a mais poderosa! – continua, tomando uma breve pausa e observando-as a entreolhar-se com rapidez e… timidez! – Quero que liderem esta nova Guerra!

 

As duas entendem que Mais Antigo está a deixar claro que desaprova e despreza mesmo, com toda a razão, as desavenças entre ambas.

 

- No consílio de hoje… - prossegue. – Antes de apresentar oficialmente o Vasco como candidato a líder, devemos expor definitivamente a situação que atravessamos e os conflitos que se avizinham. – explica, autoritário, garantindo que não há outra forma de seguir em frente. – Este, já não é um problema só vosso!

 

E então que todos encaram a imagem triste de Renato, estendido no chão sem vida: a primeira vítima inocente de mais uma Guerra.

 

 

Avançando atrás de Joseph, tal como todos, André repara em Akira e Sandro, os únicos do grupo dos seis mais novos ali que não conseguiram sobrepor-se aos Naturales e sair daquele inferno absurdo. O jovem vampiro apressa-se então, tentando aproximar-se deles, mantendo o seu ar inofensivo, apenas com intenção de perceber o que aconteceu para que ficassem para trás. Talvez estejam dispostos a ajudar Alphonzo também… E é então que uma outra memória lhe vem à cabeça.

 

Finalmente, depois de secretamente ter passado tanto tempo a questionar-se sobre o facto de achar já se ter cruzado com Alphonzo no passado, André recorda: Alphonzo Stuart foi um dos últimos vampiros que analisou no laboratório onde trabalhou – e praticamente viveu! – nos últimos anos da sua vida. Era um vampiro misterioso que apenas murmurava, em sofrimento, o nome de uma mulher. Foi torturado pela Luz Eterna, tal como agora está a ser torturado por Joseph Morgan. E André lembra-se também do momento em que aquela criatura tão perigosa quanto fascinante conseguiu escapar e, mesmo sob a óbvia oportunidade de o matar a ele e a todos os agentes que se aproximaram para o deter, simplesmente não o fez. Naquele dia, escaparam todos, apenas com uns arranhões, algumas perdas de consciência no caso dos que bateram com a cabeça…

 

- Eu devo-lhe isto… - murmura, pensando em como poderia ter morrido às mãos de Alphonzo Stuart enquanto vampiro. – Eu devo-lhe isto… - repete, cada vez mais convencido de que o deve deixar escapar novamente e, quem sabe, desta vez o acompanhe.

 

- Disseste alguma coisa?! – questiona Sandro, num murmúrio nervoso.

 

O vampiro nem se tinha apercebido de que já estava muito perto de ambos, Sandro e Akira. Mas em vez de responder à pergunta, mais corajoso que nunca, determinado, André lança uma outra.

 

- Porque não fugiram com eles? – e, pela primeira vez, a sua voz não treme enquanto fá-la sobre algo que saber ser assunto um delicado e mesmo perigoso.

 

Os três param, em simultâneo, ficando para trás, e deixando que o perigoso Joseph e o seu pequeno exército pessoal se preparem para dar um último golpe em Alphonzo.

 

 

Implacável, Joseph invade com violência o espaço onde pensa deixar Alphonzo apodrecer. Com a sua postura elegante e autoritária, marcando um território que é seu e onde as regras são suas, o vampiro deixa claro que uma breve e drástica mudança está para vir.

 

Afonso sentiu as passadas apressadas de quem se aproximava da pesada porta do cubículo que aprendeu a aceitar como uma espécie de quarto, menos confortável e menos privado, só. Consciente e astuto, ainda que frágil, depressa fez por se parecer em pior estado do que realmente estava. - A visita de Henrique tornou-o mais forte e deu-lhe esperanças quase inabaláveis, mas convém que os seus inimigos não percebam sequer a possibilidade de se terem esquecido de o torturar mais e mais do que já haviam feito.

 

Continua…

 

[Espero que tenham apreciado. Volto em breve.

 

Digam também o que acham dos VIDA DE VAMP e MEMÓRIASdeVAMPIRO.

 

PS: em breve, um novo VampAtual

 

Bjs <3 a autora]

1 comentário

Comentar Post

Sobre mim

foto do autor

Pesquisa Aqui

 

Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

Aviso

Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada, havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Após o final da Fanfic, em Novembro de 2017, foi anunciado pela autora que o Blog continuaria online, e que ganharia mais duas colunas: "Tudo Certo com Lua Vermelha" e "Tudo Errado com Lua Vermelha". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D