Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 68 – “Ser e Não Ser”

[Tenham uma ótima leitura... :D]

 

Continuação…

 

Agora ferida, aquela criatura não apenas tem sede de sangue, mas fome de vingança. Enquanto Francisca enfrenta um dilema entre a razão e o amor. Atacar de novo aquela criatura pode ser a sua salvação, ou o atiçar de um ódio desconhecido, que provavelmente nem existe, e que resultará em tragédia. Pois aquela criatura, é nem mais nem menos, do que a personificação da gargalhada do diabo na vida de alguém, a ironia do destino enfrentando as probabilidades do acontecimento. Sendo e não sendo, aquela criatura é…

 

- Henrique… - murmura a vampira, tremendo enquanto se afasta, observando o ferimento que causou no rosto dele, desde o canto do olho ao do lábio, analisando aquela expressão de predador implacável, que nunca o viu sequer usar perante um humano antes. – Meu querido, desculpa… - Francisca tenta manter uma conversa calma, afastando-se à medida que o vê aproximar-se. – Eu não queria magoar-te… Desculpa… - quase chorando, mantém-se firme, indecisa entre a felicidade e o medo. – Tu não queres fazer-me mal, pois não?! – questiona, olhando-o nos olhos, deixando que por segundos estejam realmente próximos, desejando encontrar um pouco da alma do “filho” dentro daquela criatura. – Henrique?! – chama.

 

Mas Henrique não ouve, não vê, não sente. Francisca, naquele momento, é para ele mais um dos vampiros que já matou. O vampiro funciona apenas por instinto, tal e qual como a natureza que assume o exige. Inconsciente do que faz, Henrique lembra a Francisca a época em que lutaram contra os Dissidentes – humanos que já não eram humanos, mas sim criaturas destinadas apenas a procurar e matar.

 

- Henrique…?! – Francisca continua a chamar, implorando o acordar da sua alma.

 

O silêncio é breve, e quando Francisca se prepara para pronunciar o nome mais uma vez, um movimento brusco alerta-a. Henrique estava já demasiado próximo de Francisca e claramente pronto para a atacar impiedosamente, inconscientemente, quando alguém o derrubou, fazendo-se ajoelhar-se no chão seco da floresta.

 

Não é ilusão, é a realidade inevitável que o próprio desconhece. Henrique, o verdadeiro, parece adormecido dentro do seu próprio corpo, que é dominado por outra criatura. Sim, estava realmente prestes a atacar Francisca. A sua sede insaciável abriga-o a isso, e agrada-me. Não vê mais nada senão a cor do sangue debaixo da pele, não ouve mais nada senão o medo da vítima, não sente mais nada senão sede – tal como um natural vampiro sedento perante um humano, agora uma criatura de laboratório sedenta por vampiros.

 

As suas presas ansiavam por cravar a pele branca de mais um vampiro, e quando se preparava para conceder esse desejo louco insano… Sentiu a sua pele rasgar, na garganta. Apercebeu-se de que foi atacado pelas costas. Alguém acabou de o derrubar, enfraquecendo-o ao envolver um braço em volta do seu pescoço, estrangulando-o, enquanto nele traçava uma linha de sangue visível com o punhal.

 

- Não! – grita Francisca nesse momento, impotente, sentindo que o destino humilha demais a sua família.

 

Beatriz ouve Francisca gritar, e olha-a fixamente, incrédula, temendo que a criatura contra-ataque. Chegou o mais rápido que conseguiu, tendo ouvido a vampira murmurar e soluçar de longe, sem perceber uma única palavra que ouvia. Rápida e implacável, cega de adrenalina, veio e…

 

- Francisca?! – o vampiro murmura o nome, cansado, confuso, os seus olhos até agora negros voltando ao seu tom castanho natural, a sua pele enrugada de veias volta a parecer normal.

 

Agora, só agora, Beatriz percebeu.

 

 

Num dos poucos momentos em que está sozinha, apenas com o seu poder e as suas escolhas, Luna enfrenta pensamentos menos aceitáveis moralmente e confronta-os com pequenas memórias da felicidade em família. No fim de contas, apercebe-se que há sempre algo ou alguém maior que a felicidade, que a rebaixa, que a torna inútil, apenas uma memória intocável. Os seus pensamentos fervilham enquanto decide: Ser ou não ser. Ser e não ser. Poderosa, Luna sabe que pode escolher entre o bem e o mal, e conhece também as consequências de ambas as escolhas… Vulnerável, Luna sabe que escolher o bem, implica não prever o mal, e nem sempre ter como o enfrentar.

 

Repentinamente, perdida nos seus pensamentos, Luna pára de gritar, e nem se apercebe disso, nem de que a dor desapareceu.

 

A ruiva parece adormecida.

 

- Luna?! – David entra quarto adentro.

 

O jovem ficou no hotel, a pedido de Francisca, e ouviu os gritos de Luna. Foi difícil encontrar o quarto exacto onde ela estava e, agora que está ali, ela simplesmente desfaleceu.

 

- Eu estou aqui! – murmura, sentando-se no chão ao seu lado, observando a mobília partida, e recostando a jovem ao seu colo. – Vai ficar tudo bem… - garante, embora assustado e com a certeza de que ela nem está provavelmente a ouvir.

 

 

Como que repentinamente caído nos fundos de um poço escuro, para onde começou a cair, incapacitado de tocar, sentir, ver, Afonso grita – ou pensa que grita, como num sonho em que pedimos socorro e, sufocados, ficamos sem voz – com a dor do impacto numa superfície gelada, onde estranhamente se sente a escaldar. Uma voz, de alguém que desconhece, um Natural que inexplicavelmente e sem permissão entrou na sua cabeça, volta a pronunciar-se.

 

- É isto que a tua filha sente... – garante.

 

Sem tempo para analisar a afirmação do desconhecido, Afonso sente uma electrizante energia atravessar-lhe o corpo.

 

- O que estás a sentir, é apenas uma amostra do poder que a natureza lhe deu!

 

Ainda que seja apenas uma amostra, faz Afonso sentir-se incrivelmente poderoso, melhor instantaneamente. Até que…

 

- Pensando que é apenas uma amostra, é incrível imaginar o que será o todo! A sensação, o poder… e a incapacidade de o controlar…

 

É então que uma dor de cabeça deixa o pai de Luna novamente de rastos, no escuro, entre o nada e o tudo, gritando, agitando-se – sem perceber sequer se realmente o está a fazer ou se é tudo vivência do pensamento. Percebe que os Naturales passaram por isso, pelo que Luna está a passar, e que por ter sido Joseph quem os salvou, estão-lhe imensamente gratos, e inegavelmente submissos.

 

Alheando-se da maldade e do que sente, pensa na possibilidade de que entre eles, os Naturales está a solução para ajudar a sua filha, Afonso só pensa em sair dali.

 

- O poder é tão magnifico, quanto a dor é indescritível! – a voz, novamente, num tom mais pesado e frio. – Não é?

 

Mas Afonso alheou-se naquilo que finalmente parecem ser os seus próprios pensamentos. Entre ser e não ser, Afonso acabou de escolher o Ser. Ser o que for preciso, ser quem ou aquilo que merecerem que ele seja no momento, e lembra-se que, na verdade, embora demasiado e descontrolado, os Naturales acabaram de lhe dar uma amostra de poder.

 

Só espera que seja uma amostra real. A ilusão não lhe servirá de nada no momento.

 

 

A ex-líder fica em pânico imediato, numa confusão de sensações, sobrevivendo freneticamente entre a adrenalina e a surpresa, o ódio e o choque, a culpa e a alegria. Ela, a própria, fica sem forças em meio ao excesso de adrenalina, largando desajeitadamente o punhal que segurava e a sua vítima.

 

Fraco, Henrique esmorece imediatamente quando o largam, sentindo o pescoço ensopado de sangue. Mil imagens e mil situações passam-lhe pela memória, menos a forma como chegou ali, menos a razão por ter Francisca gritando à sua frente e alguém que deve conhecer querendo matá-lo.

 

Vendo-o começar a tossir, aflito, ajoelhado no chão, respingando sangue na mata, desequilibrado, Francisca larga de vez o punhal, pára de gritar e por instinto atira-se para junto dele, quase chorando, entre o susto e a felicidade, desejando que ele permaneça ali, ele.

 

Incapaz de se mover, tremelicando, sentindo o corpo dormente, completamente sem soluções ou respostas, Beatriz começa a chorar, como raramente, incontrolável, culpada e talvez seguramente feliz.

 

Francisca ajuda Henrique a deitar-se no chão verde seco da serra, virando-o para o céu estrelado, tentando responder às suas perguntas sem sentido, desejando que a criatura má que criaram dentro dele não regresse, enquanto estanca o sangue no seu pescoço e vê a ferida começar a desaparecer.

 

- Está tudo bem, meu querido… - murmura, olhando-o nos olhos, certificando-se de que continuam castanhos, lindos e rebeldes como sempre os conheceu. - Agora vai ficar tudo bem… – repete, querendo mantê-lo ali, agarrando a sua verdadeira alma.

 

Continua…

 

[Boa Noite! Finalmente, estou de regresso... Ufa! Tem sido dificil... Mas volto sempre! :D Espero que gostem e que regressem :D Deixem a vossa mais sincera opinião sobre a história! 

 

PS: A 2ªtemporada está completa em PDF aqui no Blog, já viram? Cliquem lá em cima :D

Capturar.JPG

PPS: Viram a Lua de Sangue/ Super Lua no dia 27 de setembro?? Eu vi e filmei :D Partilho o video aqui:

https://www.youtube.com/watch?v=7MDjwWcgyOU

 

PPPS: E mais! Tenho até a dizer que com a 3ªtemporada também em PDF anunciarei uma novidade exclusiva :D espero ter o vosso apoio e claro a vossa leitura hahaha 

(e não é sobre a Catarina Mago, a foto é só um complemento lindo :D)

 12112374_10207328357663885_5513545563917347633_n.j

 MAIS NOVIDADES EM BREVE!

 

Bjs <3 a autora]

Sobre mim

foto do autor

Pesquisa Aqui

 

Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

Aviso

Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada, havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Após o final da Fanfic, em Novembro de 2017, foi anunciado pela autora que o Blog continuaria online, e que ganharia mais duas colunas: "Tudo Certo com Lua Vermelha" e "Tudo Errado com Lua Vermelha". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D