Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 77 – “Pessoas morrem todos os dias…”

🌙

 

Continuação…

 

Algumas horas mais tarde…

 

Na velha prisão dos vampiros, os cinco capturados começam a dar sinais de vida dentro das celas. Cada um tem a sua, pois calculou-se que em grupo seriam fortes e perigosos, mesmo dentro de uma cela, assim que reavivassem.

 

À entrada, estrategicamente posicionadas para ter todos debaixo da visão, Isabel e Verónica permanecem armadas. Luna está entre as duas. Por sua vez, Mais Antigo faz-se acompanhar de Francisca e Vasco, e dos seus Guardas, aos quais pede por voluntários que fiquem a vigiar as celas junto com Isabel e Verónica, e que questionem os capturados assim que for possível, para que se possa identificá-los devidamente.

 

- Vou publicar a falsa notícia, agora… – anuncia Mais Antigo, preparando-se para sair, acompanhado de dois dos seus Guardas.

 

Francisca e Vasco ficam.

 

Sensivelmente meia hora depois, um dos guardas começa a questionar um dos novos vampiros. Diz chamar-se Brian, e aparentemente está no seu estado normal de consciência, evidente através da expressão assustada de quem não reconhece as pessoas, o lugar, e de quem não se lembra como veio até ali.

 

Entretanto, alguns dos presentes recebem uma mensagem. É uma notificação nos telemóveis que lança o aviso de que uma nova notícia foi publicada no portal online da Comunidade.

 

O artigo, publicado oficialmente pelo Mais Antigo, notícia os recentes confrontos em Sintra, e nos restantes locais por onde os novos vampiros passaram até chegar ali. Como planeado, noticia também as consequências. Entre as vítimas, estão nomes de quem infelizmente morreu mesmo, e outros estrategicamente lá colocados, como Beatriz, Henrique, os cinco capturados e escondidos na prisão, entre outros que se ofereceram para “desaparecer” e ajudar a dar ainda mais realismo aos factos. Imagens não sugestivas das identidades de quem se apresenta vêm em anexo, como meia confirmação.

 

Enquanto lê a noticia ao pormenor, Francisca arrepia-se ao observar o seu nome entre as supostas vítimas.

 

- Vai ficar tudo bem… - sussurra Vasco, ao seu lado.

 

Ela esforça-se por esboçar um ligeiro sorriso, e fechar a notícia, o telefone exibe uma imagem que a deixa pensativa por alguns segundos. É uma pedra preciosa azul escura, com pormenores que lembram estrelas no céu nocturno, e ao perceber que Vasco reparou de soslaio na fotografia, a vampira apressou-se a arrumar o telefone.

 

 

Mais uma vez, Henrique acorda da anestesia. Mais uma em três vezes que reavivou e Cristina se apressou a contrariar a situação. Por alguma razão, murmurava um pedido de desculpa sentido e um juramento de que ia conseguir resolver tudo. No entanto, o efeito do calmante desaparecia, ele acordava, e algo parecia ainda não estar resolvido. Não que a vampira não estivesse a ser verdadeira relativamente a não desistir. O tempo e as circunstâncias é que talvez não estejam a favor.

 

Desta vez, Henrique decide não se pronunciar, nem se mexer, permanecendo quieto, o mais calmo e natural possível. Recusa-se a voltar ao mundo do nada por meio de mais uma injecção, mesmo consciente de que Cristina não o faz por maldade. E enquanto recupera força e consciência, mantendo-se de olhos fechado, imóvel, discreto, tenta perceber o que afinal se passa à sua volta, desconfiando que Cristina já não está apenas ocupada de si.

 

Acaba por ouvir uma conversa entre a médica e um outro vampiro.

 

– O veneno está bastante concentrado no braço, e embora tenhamos estancado o sangue contaminado nessa zona, as análises acusam partículas estranhas em toda a corrente sanguínea. – resume, novamente. – Filtrar-lhe o sangue com o equipamento apropriado é uma boa ideia, mas para isso o sangue deve circular e se nós pararmos de estancar a maior parte do veneno no braço, a fatalidade pode ser mais rápida que nós…

 

- A menos que consigas drenar pelo menos a maior parte do sangue dessa zona… – sugere o vampiro. – Se não houver multiplicação do sangue e do veneno, talvez seja mais seguro…

 

- Porquê que tudo nestes dias tem sido arriscado?! – lamenta, Cristina. – E a Beatriz é a última pessoa que merece isto…

 

Num silêncio arrebatador, Henrique abre uns olhos negros. O vampiro ouviu um nome que o deixou em sobressalto, pois nem conseguia identificar a pessoa pelo perfume, algo no seu sangue é mais forte.

 

- Dá-me um endereço, diz-me o que precisas, que eu vou e volto em minutos! – garante o vampiro.

 

Henrique ouve Cristina dar a morada de sua casa a um vampiro que se compromete a ir até lá e voltar com um equipamento tecnológico completo de hemodiálise. A vampira acrescenta que é preferível que James – Henrique ouve finalmente o nome - leve o seu carro, por estar preparado para aquele tipo de mercadorias, e ouvem-se umas chaves tilintar.

 

Ouvem-se passos apressados, James deixa Cristina sozinha com dois doentes. E ela está nervosa e preocupada perante um caso de emergência que nunca lhe passou pelas mãos – Henrique consegue sentir os músculos da vampira contrair com os nervos, e o sangue a circular mais depressa no seu corpo.

 

 

O novo vampiro olha para o lado e vê Cristina de costas para si, quase inclinada para cima do corpo inerte de Beatriz – é mesmo ela. Empenhando-se para que a médica não se aperceba da sua agitação, o novo vampiro fica a observá-las enquanto domina a respiração acelerada pela muita inquietude. Cristina começa o extrair o máximo de sangue possível de um dos braços de Beatriz, cujas veias estão negras e salientes.

 

 

Com um sorriso rasgado, Joseph recebe no grande salão os seus vampiros. Movimentando-se de um lado para o outro, em frente a Lucius que segura um computador portátil aberto, virado para si.

 

Joseph observa cada irmão dos seus entrar, analisa-os com a sua postura altiva e inglesa.

 

Quando mais ninguém falta, não perde tempo.

 

- Chegou a nossa hora! Amanhã saímos para o terreno! – faz anunciar, numa voz alegre, poderosa. – Nós estamos fortes, muito bem treinado em questões de concentração, auto-controlo, combate… - lembra, num discurso simples que pretende não tornar demorado. – E os nossos principais inimigos foram eliminados! – comunica, e com um gesto ordena a Lucius que vire o ecrã do computador para os presentes. - O Líder deles acabou de publicar uma notícia deveras interessante!

 

Breves instantes depois de ler…

 

- Espera aí, mas… - começa Sandro, saindo dos fundos da sala, aparecendo detrás de toda a gente, para enfrentar o louco. – Eles morreram?!

 

- Danos colaterais! – responde imediatamente o auto-proclamado líder daquele grupo de vampiros mutantes. – É uma pena, mas o nosso foco agora deve ser outro… - diz, com falso pesar.

 

- Danos colaterais?! É uma pena?! – avança Akira, incrédulo, apoiando o amigo.

 

André avança com eles. Apesar da triste notícia, este é o momento certo para tentar pôr mais pessoas ali dentro contra o monstro inconsciente que é Joseph. Mas não esperava que ficassem sozinhos naquela luta, a morte dos restantes é uma verdadeira bomba.

 

- Tens a indecência de nos tratar como irmãos, de insistir em convencer-nos de que para ti somos como família, para no fim de contas chamares à nossa eventual morte de “dano colateral”! – expõe André, malicioso, não tão discreto e acanhado como de costume.  

 

- Pessoas morrem todos os dias! – constata, como quem lança um facto inédito. - Aqueles inúteis saíram de livre e espontânea vontade… - reforça o inglês, com sotaque perverso nas palavras.

 

- E o outro?! Foste tu que o convenceste de que ele era o melhor e mandaste-o atrás dos humanos, dos… dos tios da herdeira do “Jaguar”! – insiste um outro jovem vampiro, o primeiro fora do grupo dos rebeldes que questiona a lealdade e o respeito de Joseph por todos eles.

 

- Enough! – grita, com poder e desprezo na voz. – A nossa prioridade é acabar com a raça dos vampiros! Quando terminarmos, este mundo ficará sem dúvida melhor…! – salienta, causando pânico nuns e adrenalina noutros. - … Independentemente das consequências…! – termina.

 

Continua…

 

 

Entretanto, estão a par das novidades?! Tenho o vosso apoio para o novo website do Blog?! Fiquem atentos, para mais informações... 

 

Bjs <3 a autora

 

blog-Fanfic-Parceria com tuganetwork.jpg

 

4 comentários

Comentar Post

Sobre mim

foto do autor

Pesquisa Aqui

 

Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

Aviso

Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Entretanto, por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada (melhor preparada do que a primeira...:D), havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e, mais recentemente, "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D