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Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 72 – “Alguém que não te julgue, que simplesmente te ouça!” – Parte 1 + Parte 2

PARTE 1 (Respetiva "Parte 2" encontra-se logo a seguir ao final da Parte 1)

Continuação…

 

James, por alguns instantes, deixa que o silêncio lidere a sala, observando a posição defensiva de Isabel e todas as suas razões e, principalmente, fraquezas. Depois, recorda como ainda há momentos foi tão difícil arrancar uma única palavra da boca de Beatriz, e pior foi ouvir o pouco que ela teve para dizer.

 

Quando alguém não quer falar sobre os seus próprios sentimentos, tem uma tendência mortal para mexer com os dos outros, e magoar quem se dispõe a ouvir. Não que o façam propositadamente! Na verdade, ou não sabem ainda exprimir-se por palavras, ou nem se interessam por tentar. Sentimentos sempre serão fraquezas, principalmente para os vampiros.

 

Neste caso, acredita o vampiro, tanto Beatriz como Isabel parecem bastante, talvez demasiado conscientes sobre os próprios sentimentos, e principalmente as consequentes e inconvenientes fraquezas. Só não sabem, por vezes, como controlar. E isso, não lhes pode ser ensinado à força.

 

De qualquer das formas, a sua passagem por Sintra vai muito para além de estender a mão, aos que não a querem agarrar. O seu objetivo é encontrar Jasmine, e por mais que lhe custe admitir, aquelas duas são as suas melhores aliadas, tão frágeis quanto imbatíveis.

 

- Quando quiseres, Isabel… - supõe, impondo alguma dignidade própria. - … estarei no Rouge Hotel!

 

- Estás a desistir? – questiona Isabel, confusa. – Pensei que fosses mais persistente!

 

- Não estou a desistir! – garante. – Estou apenas decidido a esperar! – esclarece, algo cansado. – Acredita, querida! Será apenas uma questão de tempo até que assumam, tu e a Beatriz, que o que realmente precisam é de alguém com quem falar abertamente! Alguém que não vos seja próximo o suficiente para ter sempre uma mísera resposta pronta, que se ajuste ao vosso desespero! – comenta, enquanto sai. - Alguém que não vos julgue, que simplesmente vos ouça!

 

Por instantes, enquanto o vampiro sai, Isabel fica a pensar naquilo que o próprio acabou de dizer, e quase se prepara para assumir que é a verdade. Tanto Francisca como Vasco, evitam fazer qualquer comentário.

 

- Onde é que está a minha filha? – pergunta, Isabel.

 

- No hotel. – responde Vasco.

 

- É para lá que vou! – informa, saindo apressada.

 

 

- Como é que o James te deixou chegar aqui? – questiona Cristina, incrédula com a presença de Beatriz.

 

- Para tua informação: ele não deixou coisa alguma! – informa Beatriz, já na cripa, com Cristina impedindo o seu avanço e Mais Antigo em frente a Henrique. – Eu entro, saio, chego e vou quando quero, de onde quero! – esclarece.

 

Cristina estava claramente preocupada por ter de aumentar a dosagem que injectou em Henrique, sem lhe provocar lesões, quando percebeu que a primeira dose não estava a fazer o devido efeito e o jovem continuava consciente. No mesmo instante, a sua atenção foi atraída pela chegada da vampira. Mais Antigo também se apercebeu da proximidade da ex-líder, mas a médica adiantou-se, especialmente interessada em evitar distúrbios.

 

- Beatriz, por favor… - começa, preparando uma explicação válida para a expulsar dali. - Eu estou a dar o meu melhor para o ajudar, mas receio que a tua presença…

 

- E eu receio que estejas enganada! – interrompe.

 

- Vamos a ter calma, as duas! – Mais Antigo intervém, sempre imponente. – Não quero discussões aqui!

 

- Peço desculpa. – suspira, Beatriz. – Eu não quero causar distúrbios, só quero vê-lo! – explica, manifestando a necessidade. – Por favor! – pede, implorando com o olhar.

 

Enquanto Mais Antigo pondera o risco, e Cristina se agita com a hipótese, uma voz frágil e confusa manifesta-se, e aquece o coração de Beatriz.

 

- Eu quero vê-la! – pede Henrique, decidido, consciente o bastante para notar a presença.

 

Continua…

  

PARTE 2 

 

Sem desculpas, sem alternativas, o Líder Supremo dos vampiros decide arriscar.

 

- Tens cinco minutos! – avisa, com inflexibilidade, desviando-se e permitindo que a ex-líder veja Henrique. – Nós vamos estar mesmo ali, atrás da porta!

 

Cristina murmura algo a Mais Antigo que para Beatriz passa despercebido, embora obviamente deverá calcular que seja sobre o risco que possam estar a pisar.

 

Os dois saem, mas ficam exactamente onde Mais Antigo afirmou que iriam estar.

 

A ex-líder da comunidade de Sintra, observando Henrique deitado, quase imóvel, ainda com uma marca no pescoço relacionada ao golpe que sofreu, com os olhos fechado, hesita. Pondera sobre se ele está consciente, sobre se é ele, sobre se ele sabe que foi ela que…

 

- Não dizes nada? – pergunta ele, num murmúrio frágil. – Tinhas razão! – afirma, rasgando um ligeiro sorriso, enquanto abre os olhos e se inclina para onde julga que ela está. – Tens sempre razão, podes dizê-lo! – incentiva, ignorando a ligeira dor ao sorrir ainda mais quando a vê.

 

Ela consegue sorrir também. Verdadeiramente, finalmente.

 

- Eu devia ter-te ouvido, antes de te julgar. – ela começa, empenhando-se em evitar que voz falhe. – Mas tu também não falaste… Por isso…

 

- Por isso tinhas razão! – ele completa, sussurrando, como pode.

 

E Beatriz percebe que o olhar dele naquele instante é o mesmo que sempre conheceu, e por isso nem pensa duas vezes sobre aproximar-se. Confiante sobre si mesmo, Henrique corresponde ao movimento e dá espaço à vampira para se sentar ao seu lado.

 

- Eu acho que já sei de tudo, eu… - a vampira começa a explicar.

 

- Eu também sei muita coisa! – interrompe ele, enquanto tenta erguer-se para se sentar.

 

Por alguns instantes ficam calados, olhos nos olhos, desvendando o significado do que disseram. E então percebem que não mudaram assim tanto. Sabem tudo. Ainda falam com o olhar.

 

- Desculpem interromper! – inquieto, Mais Antigo avança com urgência. – Beatriz, vou precisar de ti! – Informa, verdadeiro. – Recebi uma chamada. Parece que há mais cinco, e estão relativamente próximos!

 

- Eles saíram comigo… - sussurra Henrique, cansado pela quantidade de memórias que parecem chegar brutamente, magoando-o mesmo. – Não lhes façam mal! – pede.

 

- Já morreram alguns vampiros, Henrique! - conta Mais Antigo, naturalmente sentindo-se responsável por todos - Outros estão inexplicavelmente doentes… – acrescenta, e repara que Beatriz desviou o olhar. - Lamento, mas se for preciso, tomarei medidas! Incluindo contigo!

 

Uma pontada de adrenalina atinge o jovem, a sua cabeça começa a pesar de despeito e ódio, e o seu olhar muda. Ciente disso, fecha os olhos com toda a força e empurra Beatriz, que se levanta ao mesmo tempo.

 

- Henrique, mantém-te connosco! – pede Cristina, numa calma impossível, enquanto o segura contra a cama improvisada e lhe injecta a dose que havia preparado antes de Beatriz entrar.

 

Mais Antigo afasta-se com Beatriz.

 

- Vai ficar tudo bem! – garante. - E já sabemos que não podemos desafiá-los… - conclui, penoso.

 

Em sofrimento, observando Cristina apagar a energia de Henrique com uma segunda injecção de qualquer coisa que ela tenha inventado para tal, a ex-líder desvia o olhar e toma iniciativa.

 

- Sugiro que os apanhemos todos juntos, e que os levemos para a prisão da zona… - murmura, iniciando passos para sair dali. - … onde os possamos controlar, até que estejam preparados para viver entre nós!

 

O vampiro sorri ligeiramente, e assume para si mesmo que o risco valeu a pena, tendo despertado uma parte adormecida da famosa Beatriz Monteiro, a destemida.

 

 

- Filha? – chama Isabel, à porta do quarto onde lhe disseram que Luna estaria.

 

Cautelosa, avança entre a porta já meio aberta.

 

Luna está sentada no chão, de pernas cruzadas como sempre faz. O jovem recém-chegado David, amigo e demasiado afeiçoado a Luna, encontra-se ao seu lado, numa posição idêntica.

 

Isabel observa a filha reconstruir um vaso de cerâmica partido. Apenas alguns segundos, e é como se o vaso, na verdade, fosse indestrutível. A mãe de Luna fica fascinada.

 

- Tudo é possível, Luna. – murmura David, perto da ruiva. – O medo destrói. – lembra. – O amor constrói.

 

Sem se aperceber, Isabel sorri largamente.

 

- O amor constrói. – conclui a bela ruiva. – Será que posso reconstruir a história, a partir de agora?

 

- Vamos reconstruir as duas, querida! – avança Isabel.

 

Continua…

 

EPISÓDIO 73 – "O amor reconstrói" - NO PRÓXIMO FIM DE SEMANA 

 

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Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

Aviso

Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Entretanto, por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada (melhor preparada do que a primeira...:D), havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e, mais recentemente, "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

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