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Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 70 – “Dou a minha vida!”

Continuação…

 

- Tudo o que eu quero é a segurança e felicidade da minha família! – inicia, convicto. – Todos eles! Incluindo os vampiros! – completa, só para não deixar dúvidas. – Eu quero salvar a minha filha do que quer que esteja a acontecer com ela, e eu sei que vocês podem ajudá-la. Assim como eu vos posso ajudar! – conclui, torcendo para que o seu pensamento flua o mais confiável possível. – Porquê? – pergunta-se a si próprio antes que alguém o interrompa. – Porque vocês estão aqui presos nesta outra dimensão, creio eu, às ordens do Joseph, cuja bondade e inocência não existe. Acreditando que lhe devem a vida, vocês sujeitam-se à vontade dele, por mais absurda que pareça… - receando que não o levem a sério, o mais certo, ainda assim Afonso prossegue. – Eu consigo provar-vos que ele não passa de um vampira traumatizado com a própria condição! Vive há séculos a cogitar uma qualquer forma de vingar a sua vida humana perdida em vez de se aceitar como é e viver, e tentar ser feliz, como eu…. – o rapaz surpreende-se com o seu próprio discurso, cujo tema parece saído de uma novela. – Em suma, vocês não são assim tão livres e poderosos como se julgam, porque estão deitados no fim da floresta, inanimados e a viver numa dimensão subconsciente, ou lá o que for…, e sujeitam-se aos caprichos de um homem que ao invés de fazer algo mais por si, acredita querer fazer um bem maior ao mundo… - e depois de repentinamente recordar que apenas tem dois míseros minutos, o rapaz inspira e expira, terminando. - Eu dou a minha vida por uma oportunidade de vos mostrar que estão errados em relação a ele, e que não é a vossa obrigação permanecer séculos assim para lhe satisfazer uma loucura! Eu dou a minha vida por isso, e eu em troca só quero que salvem a minha família, a minha filha…

 

- E se por acaso estiveres enganado, ou a enganar-nos… - pergunta o Naturale que aparentemente fala por todos.

 

Enquanto falava, Afonso movimentou-se de alguma forma que, inconscientemente, acabou mais próximo daquele jovem ruivo de olhos verdes intensos que lhe deu a palavra. Agora que estão frente a frente, Afonso consegue ver ainda mais semelhanças com Luna naquela criatura. Para além de os cabelos terem o mesmo tom castanho avermelhado, todos eles aparentam ter entre os dezassete e vinte e poucos anos. E a saudade volta a apertar, quando Afonso imagina o rosto da sua menina mesmo ali.

 

- Eu repito: dou-vos a minha vida e tudo o que ela implicar! – garante, temendo o risco.

 

- Palavras fortes… Proposta curiosa, quase tentadora… - comenta o jovem desconhecido, olhando Afonso nos olhos, como se analisasse a sua alma. – O meu nome é Augustus. – apresenta-se, inesperadamente.

 

 

 

Inexplicavelmente, para si, Henrique já se encontra num outro lugar que não é exterior, pois em vez de um céu recortado por árvores, o que vê é um teto de pedra.

 

O vampiro foi levado para a cripta, e ainda não conseguiu reconhecer o lugar, sentindo-se ainda atordoado, e demonstrando bastante confusão em relação a memórias dos últimos dias, queixando-se ainda de dor de cabeça.

 

- Henrique, estou aqui para te ajudar! – avança Cristina, pousando com firmeza a sua mala de trabalho, um autêntico kit móvel para tudo o que uma médica-cientista possa precisar.

 

- O quê que está a acontecer… - questiona ele, num murmúrio quase imperceptível.

 

Junto a ele, apenas Mais Antigo e a acabada de chegar Cristina, chamada com urgência. Vasco encontra-se atrás da porta, que se encontra fechada, na tarefa de impedir que alguém entre sem ser convidado.

 

Alguém, esse, que por ordem e vontade de Mais Antigo, se encontra neste momento com James, numa conversa algo difícil, mas assumida por todos e menos por si, como necessária. Beatriz sabe muito bem que está a ser sujeita a uma conversinha de psicólogo, e vai ser muito difícil conseguir arrancar alguma palavra que seja da sua boca. Por outro lado, Isabel está em lista de espera para a mesma consulta que, não muito diferente de Beatriz, assume como ridícula, enquanto Francisca a ampara pela tristeza de Afonso ainda não ter regressado. 

 

- Tu mudaste, e a Cristina está aqui para tentar perceber o que se passa. – explica Mais Antigo, num tom sereno, que mantém Henrique calmo. – Lembras-te da Cristina? – pergunta, e vê o rapaz assentir afirmativamente, com dificuldade, ainda com um traço fino avermelhado no pescoço.

 

- Vou tentar anestesiar-te. – avisa a vampira, aproximando uma seringa com um líquido verde translúcido, disse ela ser uma base de verbena, onde adicionou prata tendo em conta o novo estado de Henrique. – Vai ser como se estivesses a dormir… – garante, tranquila. – Só para eu poder fazer alguns testes sem correr o risco de… - a própria tem algum receio em dizê-lo em voz alta. - Tenho a tua permissão? – questiona, por último, ao seu paciente.

 

E Henrique, que mal consegue ainda falar, acena outra vez afirmativamente, e olha a médica nos olhos, esforçando-se por parecer calmo e lúcido.

 

A vampira dá inicio então à sua missão e, com toda a delicadeza possível, espeta a agulha no braço esquerdo de Henrique, tal como se desse uma simples vacina a uma criança. Algo insegura, vendo o rapaz desvanecer lentamente, Cristina teme que algo não dê certo e espera alguns momentos para ter a certeza de que ele está bem, apenas inconsciente.

 

- Não sabia que conseguias anestesiar vampiros! – exclama Mais Antigo, num comentário sussurrado.

 

- E eu não sabia se iria conseguir anestesiar este vampiro… - responde Cristina, no mesmo tom. – Ora, vamos lá! – incentivando-se a si própria, remexendo na sua mala preta. – Se tudo isto começou realmente num laboratório, eu vou descobrir!

 

Observando-a preparar o seu laboratório improvisado na cripta, ao lado de uma cama também improvisada que normalmente está na arrecadação para situações idênticas a esta, Mais Antigo lança-lhe um olhar aprovador de incentivo e afasta-se um pouco, deixando-lhe mais espaço para trabalhar.

 

- Qual é o teu primeiro palpite? – questiona o vampiro superior.

 

- Talvez um vírus. – responde Cristina, estudando as possibilidades de um vírus criado em laboratório provocar tamanha metamorfose num vampiro. – Se eu estiver certa, e o novo ADN do Henrique for generoso comigo, talvez eu consiga desfragmentar os componentes desse suposto vírus e criar um antídoto. – explica, desejando que a sua esperança não seja em vão. - Mas primeiro, óbvio!, vou-me concentrar em perceber esta nova condição dele… - sendo mais realista. - … para que possamos ajudá-lo a sobreviver consciente e sem matar nenhum de nós…

 

- Quanto tempo vai demorar?

 

- Algum! – diz Cristina, enquanto trabalha, insinuando que será o mais rápida possível.

 

 

Frente a frente, dividindo uma mesma mesa no “Bloody Mary”, sozinhos, Beatriz e James, observam-se um ao outro há longos minutos de silêncio. Ele foi quase totalmente honesto sobre a razão de estarem os dois ali, por sugestão de Mais Antigo. E ela não é idiota.

 

Enfim, por fim, alguém interrompe o silêncio. Beatriz, de braços cruzados, apoia os cotovelos em cima da mesa de bar e atira um olhar intenso de ódio e impaciência que poderia matar se fosse a intenção. E uma das suas pernas, não que James precise de olhar debaixo da mesa para confirmar, não pára de se agitar, como se ela estivesse realmente a perder tempo.

 

- O Henrique está neste momento lá dentro, e eu estou aqui por que alma? – questiona, numa voz que se impõe. – Por acaso fazes ideia do quão sinistro é saber que ele está finalmente onde eu sei que ele está, e não posso ir lá confirmar? – insiste, levantado o tom.

 

James sorri. Finalmente alguém diz alguma coisa.

 

- Eu não preciso de falar sobre isto, eu não quero falar sobre isto, e eu não vou ficar aqui nem mais um segundo a olhar para um desconhecido que se acha merecedor de me ouvir sobre e conhecer os meus problemas através de mim mesma!

 

- Admites que estás com problemas, portanto…

 

- Tu é que vais ficar com problemas sérios se voltas a repetir esta gracinha de quereres ser meu psicólogo sem o meu próprio consentimento! – ameaça. - Não sou idiota ao ponto de falar com estranhos!

 

- Precisamente por ser um estranho, sou neutro nas história, pode ser mais fácil para ti desabafar… – defende-se James. – E eu não sou psicólogo… Ainda! – informa.

 

Beatriz lança umas gargalhadas forçadas, enquanto se levanta.

 

- E já queres exercer a profissão…?

 

No momento em que se prepara para sair, Beatriz é impedida por James, que levanta e a agarra precisamente no braço e no local exacto onde está ferida.

 

- Onde é que vais? Tu não podes…

 

Quando a sente tremer de dor, sem se queixar, o vampiro solta-a imediatamente, mas não toca no assunto.

 

- Não posso?! – questiona, disfarçando a dor quente no braço. – Testa-me! – provoca, olhando-o com desdém. 

 

Continua…

 

[Boa Noite! Espero que gostem e que voltem sempre curiosos! Deixem também a vossa opinião e/ou sugestões...

 

PS: Vejam o António Camelier em Coração D'Ouro e em breve em Poderosas (vampiro de regresso à SIC!!!)

 

Bjs <3 a autora]

2 comentários

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Aviso

Todos os textos publicados neste blog são do género FANFIC, ou seja, apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

Pesquisa Aqui

 

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada, havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Após o final da Fanfic, em Novembro de 2017, foi anunciado pela autora que o Blog continuaria online, e que ganharia mais duas colunas: "Tudo Certo com Lua Vermelha" e "Tudo Errado com Lua Vermelha". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

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