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Lua Vermelha

Sugestão de 2ª e 3ª temporada por Cláudia Silva. Tipo Fanfiction.

Lua Vermelha – 3ªtemporada - Episódio 20 – “A União faz a Força” - ESPECIAL

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Continuação…

 

Beatriz não demorou a chegar, tal como havia prometido a Francisca, revelando alguma curiosidade sobre o que a trouxe ali, embora também alguma insatisfação em fazê-lo. Assim que se deparou com aquele desconhecido no hotel, preso ao interminável poder de Afonso e aflito por isso, a líder depressa se informou sobre quem ele era.

 

Mas ainda antes de tomar qualquer decisão, ou simplesmente deixar que Afonso continuasse a “tratar-lhe” da saúde, Beatriz certificou-se que também o fazia ou, no mínimo, que deixaria uma pequena demonstração da sua autoridade ali. Pela primeira vez naquela altura, Beatriz deixou-se levar pelo momento e reagiu.

 

Fazendo-o até com bastante satisfação, agarrou violentamente Dimitri pelos colarinhos, elevou-o com toda a sua força contra o balcão da recepção e esmurrou-o uma única vez. Vez essa, que foi suficiente para o deixar estendido no chão, de rastos, implorando ainda mais por piedade. Dali, o desgraçado foi directamente arrastado até à cripta.

 

Pouco depois, numa reunião urgente (mais uma!) apenas com todos os que puderam estar presentes, Dimitri mostrou-se persistente. Mesmo torturado pelas pesadas correntes de prata que o prendiam à cadeira, e atormentado pelas incessantes questões impostas, não adiantou nada que pudesse ser útil.

 

Porém, vendo enfim, após o desaparecimento de Henrique, algum entusiasmo na líder, Afonso insiste e deixa uma proposta.

 

(Afonso) – E que tal ficarmos sozinhos com ele? – dirigindo-se a Beatriz e soltando um risinho ligeiro de provocação para Dimitri, como raramente faz para alguém.

 

Todos concordam em sair por momentos, percebendo que a intenção é assustá-lo de uma forma tão inquebrável que ninguém quererá ver esse lado maléfico dos “irmãos”.

 

Mas não valeu sequer o esforço. Mesmo adoptando o papel dos seus mais temíveis alter egos, nenhum dos dois conseguiu ser assustador o bastante para Dimitri. Enquanto todos esperavam no “Bloody Mary” por progressos, Beatriz e Afonso questionavam, manipulavam, ameaçavam o pobre coitado. No final, apenas uma única conclusão.

 

(Afonso) – Ele deve estar muito bem treinado para resistir a isto! – desapontado. – É estranho… - comenta. – Ainda há pouco parecia em pânico e, de repente, ficou assim! Como se controlasse tudo…

 

(Beatriz) – Ele sabe defender-se. E também sabe como proteger os outros. - conclui, pensando na possibilidade de o problema ser ainda maior do que o esperado. – Se ele estiver disposto a morrer pelo grupo…

 

(Afonso) – Significará que a união deles tem bases indestrutíveis, e se a união faz a força, eles… - pensa. – Espera! Quanto a isso… – lembra - Nós também somos muito fortes!

 

(Beatriz) – Eles não têm hipótese, pois não? – sorrindo finalmente para Afonso, embora com alguma timidez.

 

Naquela cave escura e fria, sem se alimentarem à horas, parece que o tempo parou. Nada acontece, ninguém diz nada e estão todos impedidos pela própria fraqueza de fazer o que quer que seja. O único poder intacto é o livre pensamento e, até esse, está cada vez mais lento.

 

Henrique insiste teimosamente em questionar-se por estar ali. Faminto e enlouquecendo por isso, prefere ignorar o quão frágil se sente. Resmunga, criticando de forma ridícula as feridas que nem sabe que tem, odiando especialmente o enorme corte no braço, achando-o já nojento por ainda não ter sumido.

 

(Jasmine) – Vejo que aprecias imenso a tua beleza natural, rapaz! – diz a vampira, conseguindo finalmente animar-se desde que está ali, entendendo que Henrique adora ser como é, vendo a sua pele cicatrizar e voltar a ser como mármore polido. 

 

Henrique faz uma pausa, achando-se ridículo. Depois, e detestando acima de tudo estar ali, preso e sedento, volta a questionar-se incansavelmente, garantindo que adoraria uma explicação, e acobardando Joseph por ainda não o ter feito.

 

Tão fraca, suja, faminta e ferida quanto ele, e também um tanto impaciente, Jasmine, a única mulher entre aqueles cinco homens por vezes piegas, no seu ponto de vista, tenta despachar-se a calar a ansiedade de Henrique.

 

(Jasmine) – É bom que te acalmes, porque não vais sair daqui tão cedo! – avisa.

 

Desviando os seus longos e encaracolados cabelos nagros da sua face perfeita, Jasmine faz um esforço para se endireitar, encostando-se melhor à parede, sofrendo sem se queixar. Aliás, ali, ela tem sido a que menos se lamenta.

 

Já melhor sentada, olha para Henrique, revelando-lhe os seus olhos cor de mel.

 

(Jasmine) – Estamos todos aqui pelo mesmo. – introduz. – Para servir o Joseph, tal como os outros. – termina.

 

(Henrique) – Acredito que não somos como os outros. – contrapõe.

 

(Jasmine) – Verdade! – concorda. – Mas, pelo que sei, era suposto que fôssemos! – diz, insinuando que sabe mais do assunto do que devia.

 

Sentindo que a conversa irá dispersar e que não quer ficar fora dela, Akira, que mesmo sujo e de cara ensanguentada não perde a sua natural palidez, decide intervir. Tal como Jasmine, ajeita-se melhor, tentando desviar as correntes para se sentar e poder olhar para os dois. Depois, desvia também os seus cabelos negros, lisos e compridos, que lhe tapavam um olhar escuro.

 

(Akira) – Consegui ouvir uma conversa há uns dias… - inicia, apressando-se a continuar, invadido pela curiosidade de Henrique. – Foi o nosso passado que nos trouxe aqui! – procede, com um sotaque japonês notável, mas parando por ali, sentindo o movimento de mais alguém que quer juntar-se a eles.

 

Brian, farto da rotina daquele sítio horrendo e vendo ali uma oportunidade para conspirar contra Joseph, repete os mesmos passos. Paciente, endireita-se e, cansado, encosta-se depois à parede, deixando cair a cabeça para trás, enquanto os seus fios loiros de cabelo acompanham o movimento.

 

(Brian) – Sabes porquê que não somos como eles? – questionando Henrique. – Porque alguém nos desviou da vida que aquele desgraçado tinha para nós! – responde, sem dar tempo para a intervenção de Henrique.

 

(Henrique) – Não percebi…

 

(Akira) – Ele é louco! – responde, tentando resumir.

 

Falta ainda que dois deles se juntem ao assunto. Contudo, são os mais fracos ali, tendo sido os primeiros alvos do “louco”. Ainda assim, Sandro e Victorius não deixam de fazer um esforço para sorrir, mostrando que os ouvem e apoiam qualquer que seja o avanço.

 

(Brian) – E admite! – pede. - Lá no fundo, bem no fundo, pelo menos desconfias do motivo que te traz aqui! – incentivando-o, mostrando que muito provavelmente passou pelo mesmo.

 

Vendo Henrique desviar o olhar, como forma de evitar a conversa, Jasmine intervém com toda a coragem de o fazer cair na realidade, finalmente.

 

(Jasmine) – Por acaso, só por caso, a herança que os teus pais te deixaram não terá sido…

 

Henrique interrompe imediatamente.

 

(Henrique) – A liderança de uma das sedes da Luz Eterna? – responde, evitando que Jasmine o faça por si, achando-se mais homem ao admiti-lo sozinho. – Sim! – confirma. – E odeio isso!

 

(Brian) – Também eu! – apoia. – E porque será?

 

(Akira) – Porque alguém nos transformou e depois outro alguém nos desviou do Joseph. – responde, esclarecendo Henrique. – Conclusão: nós aqui…

 

(Victorius) – Amamos ser vampiros! – completa, num murmúrio desesperado, esforçando-se para mostrar que ainda está presente.

 

Ainda que se sinta aterrorizado por ter dito o que disse, finalmente, em voz alta, para que alguém o ouvisse, Henrique chega a sentir um pouco de alívio, apercebendo-se que aqueles cinco, passaram o mesmo que ele.

 

(Sandro) – Há quanto tempo descobriste…? – seguindo o exemplo de Victorius, esforçando-se milagrosamente para questionar Henrique.

 

(Henrique) – Há uns meses…

 

(Akira) – Contaste alguém? – esperando uma resposta afirmativa.

 

(Henrique) – Não! – convincente. – E já me arrependi… - confessa.

 

Não suportando que o silêncio se instale, Victorius volta a sacrificar a pouca vitalidade que lhe resta, incentivando-os a lutar contra Joseph, admitindo, apenas com um olhar, que não aguenta mais estar ali.

 

E assim os quatro fazem nascer o início de um plano. Certificando-se de que mais ninguém os ouve, para além dos dois mais fracos ali, juntam-se para tramar uma fuga. Mas, engane-se quem pense que será uma fuga rápida e silenciosa! Nada como um pouco de charme, inocência e diversão antes do grande final.

 

(Brian) – Sim, é o que faremos! – certificando-se de que todos estão dispostos ao mesmo. – Mas só depois de convencer o “louco” a alimentar-nos… - conclui, ironizando a sua sensatez.

 

2 Insuportáveis Dias Depois…

 

Sentado patrioticamente ao topo de uma infindável mesa, exposta de forma a atravessar uma igualmente sem fim e extravagante sala ao estilo do século passado, Joseph mantém um elegante e espontâneo diálogo com todos os presentes ali. Sentados ao longo daquela comprida mesa, os vampiros parecem adorá-lo.

 

(Joseph) – Passaram dias e o Dimitri ainda não voltou… Temo que o tenham apanhado e que ele não volte tão cedo! – lamenta.

 

Uma breve discussão levanta-se, em que todos concordam que, se estiver vivo e sob cativeiro, é certo que protegerá o grupo.

 

(Joseph) – sorrindo. – Um brinde ao nosso amigo! – sugere, erguendo o seu copo ainda cheio.

 

Depois de um rápido brinde à memória do jovem Dimitri e à esperança do seu regresso, um breve silêncio antecede uma nova questão.

 

(Martha) – E quanto ao Stuart? Já sabes o que fazer? – curiosa, desconfiando da satisfação constante de Joseph nas últimas horas.

 

Joseph, recuperando o seu elegante e tentador sorriso após breves instantes de preocupação, apressa-se a dar mais um gole da sua bebida, pousando airosamente e preparando-se para anunciar a novidade.

 

 (Joseph) – Yes, my beauty! – confirma, preservando a delicadeza do seu sotaque. - Depois de incansáveis pesquisas nestes últimos dias, garanto-vos que, mais brevemente do que pensam, ele estará aqui!

 

Sorrisos curiosos invadem a mesa. Saber qual o plano de Joseph e como resistir ao poder de Alphonzo Stuart torna-se a prioridade.

 

A poucos minutos de a Lua atingir o seu auge, Afonso e Isabel, acompanhados por Beatriz, chegando ao “Bloody Mary”, discutem sobre todas as estratégias que já usaram com Dimitri.

 

Isabel, teimosa, insiste para que a deixem tentar usar o seu dom com o vampiro. Afonso não concorda, simplesmente porque não a quer perto daquela gente. Já Beatriz, apoiando a ideia, defende Isabel, garantindo que pode ser a única hipótese.

 

Renato sente preocupação desnecessária de Afonso e acaba por convencê-lo a ajudar no bar, enquanto as duas tentam a sua sorte. Afonso acaba por aceitar.

 

Poucos minutos depois, um grupo de cinco novos vampiros entra no bar. Completamente radiantes, cumprimentam Renato e Afonso com toda a educação e elogiam Sintra, afirmando ser um local cada vez mais encantador.

 

(Renato) – Afonso! – chama. – Podes servi-los enquanto eu vou arrumar as últimas encomendas? – pede.

 

Renato sai. Afonso assim faz.

 

(Afonso) – aproximando-se do grupo que, entretanto, se instalou numa mesa. – São servidos?

 

(Martha) – Nem por isso! – afirma, sorrindo com gozo e observando-o com provocação.

 

Enquanto Martha entretém Afonso por alguns instantes, confundindo-o com afirmações loucas, um dos outros levanta-se sem que o pai de Luna dê por isso.

 

Uma imensa falta de paciência começa a invadir Afonso mas, ainda antes de agir, preparado para lhes impor respeito, uma desconfortável falta de oxigénio assombra-o. Algo que achava não lhe faltar, está a fugir-lhe. Lutando contra aquela sensação, sentindo-se asfixiado, Afonso perde as forças.

 

Na escuridão, teme pelo seu corpo morto, sentindo apenas a sua alma viva mas presa a ele. Naquela inexplicável e quase impossível situação, só resta o pensamento a Afonso.

 

Divertindo-se no “Rouge Hotel”, acompanhada por Vânia, Luna sente-se também asfixiada. Implora por ajuda, algo que detesta fazer. Sabe o que está a acontecer, mas aquela sensação impedia-a de se expressar. Desmaia.

 

Continua…

 

[Muito Boa Noite! Espero que não tenham perdido tempo a ler isto :D Se estão curiosos, voltem para a semana. E não se esqueçam que antes de um novo episódio ainda publico o próximo VIDA DE VAMP.

 

 

Bjs <3 a autora]

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Sinopse

Era uma vez um colégio cravado no coração da serra de Sintra. Entre mistérios e perigos, o regresso de uma antiga guerra e uma vida aparentemente normal de adolescentes, um vampiro com 186 anos apaixonou-se por uma humana de 17 que, apenas (e só por acaso!) é filha do mais temido caçador de vampiros de sempre, "Jaguar". Ora! Este é só o excêntrico início de todos os problemas que farão a vida valer a pena...! Deixas-te morder?!

Aviso

Todos os textos publicados neste blog são apenas uma sugestão de continuação da série de vampiros da SIC, "Lua Vermelha", ou forma de a recordar. No fundo, pretendo simplesmente homenagear a história, dando-lhe o seguimento que imagino/desejo que tivesse. Não tenho qualquer intenção de plágio, não o considero como tal, e por isso agradeço o respeito e a preservação dos direitos de autor. Afinal, isto é paixão, mas dá trabalho :D

O Blog

Nasceu em 2012, com uma sugestão (pouco profissional...:D) de 2ªtemporada para "Lua Vermelha", que teve o seu fim oficial no mesmo ano. Por gosto da autora (Cláudia Silva) e apoio dos leitores, o Blog chegou à 3ªtemporada, havendo ainda espaço para posts de homenagem à obra de ficção e aos atores, intitulados "VIDA DE VAMP", "VampAtual" e "MEMÓRIASdeVAMPIRO". Após o final da Fanfic, em Novembro de 2017, foi anunciado pela autora que o Blog continuaria online, e que ganharia mais duas colunas: "Tudo Certo com Lua Vermelha" e "Tudo Errado com Lua Vermelha". Tudo o que foi publicado anteriormente, continua online.

Respeito

Gostaria de alertar todos os leitores/seguidores do blog para a prática do respeito entre todos, para comigo (autora) e para com os criadores/produtores e atores de "Lua Vermelha". Infelizmente, comentários desagradáveis e ofensivos já foram deixados por alguns "anónimos", o que me levou à decisão de moderar a liberdade para comentar, sendo que as vossas opiniões precisam da minha permissão para serem publicadas no blog. Apenas exijo respeito! Se forem respeitáveis com as palavras, o vosso comentário aparecerá na página, garanto! Obrigado!

As Imagens

Afim de evitar algum tipo de constrangimento, creio ser importante referir que, originalmente, as imagens que utilizo no blog, referentes a "Lua Vermelha", não são de minha autoria. Os direitos pertencem à SIC, à SP Televisão, ao fotógrafo José Pinto Ribeiro... e avisem-me caso falte alguém! :D Contudo, saibam que não publico qualquer imagem sem a editar/modificar primeiro, tornando-os algo minhas e do blog. Espero que respeitem e, claro!, apreciem!

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